“Onde te situas? Como respondes?”
A Sé Catedral de Portalegre acolheu dia 28 de dezembro, como em todas as dioceses do Mundo, a celebração solene de encerramento diocesano do Jubileu, que foi presidida por D. Pedro Fernandes, Bispo de Portalegre-Castelo Branco, num clima de profunda comunhão e alegria eclesial.
A Eucaristia contou com a participação numerosa de padres e diáconos de toda a Diocese, testemunhando a unidade do presbitério em torno do seu Bispo. A Catedral esteve repleta de povo de Deus, com fiéis provenientes dos cinco arciprestados, que quiseram marcar presença neste momento significativo da vida diocesana.
À Homilia, D. Pedro referiu-se aos sonhos de S. José, apontados no Evangelho, deles destacando a dimensão da disponibilidade para mudar, permitindo que o sonho de Deus transforme e determine uma nova forma de sonhar. É neste novo sonho, na escuta de Deus, que a família de Nazaré se viu colocada numa maravilhosa aventura de peregrinação e esperança numa história maior que a de qualquer sonho apenas humano. Esta peregrinação é possível porque marcada pela esperança e, nesse sentido, o lema que inspirou o ano jubilar agora concluído continua a apontar-nos um caminho feito em comum, de modo sempre sinodal, em família, na disponibilidade para identificar os novos desafios e responder-lhes com a vitalidade sempre atual do Evangelho. Se o Jubileu se encerra neste dia, há uma “atitude jubilar” que prossegue, assumindo o ano que se encerra como um bom exercício das virtudes de gratidão, discernimento e compromisso. Reencontrar a família de Nazaré, pobre, emigrante, refugiada, sempre a caminho, convida a rever o nosso olhar sobre todas estas situações humanas tão reais no mundo contemporâneo, de onde Jesus continua a olhar-nos e a questionar-nos: “Onde te situas? Como respondes?”
Um dos momentos mais expressivos da celebração foi o ofertório solene, enriquecido por símbolos apresentados por diversos movimentos e secretariados diocesanos, bem como por alunos da CERCIPortalegre. Estes gestos simbolizaram o caminho percorrido ao longo do Jubileu, a diversidade de carismas presentes na Diocese e o compromisso comum de serviço, inclusão e esperança.
No final da celebração, e por coincidir com a festa da Sagrada Família, teve lugar uma bênção solene dedicada às famílias. Foram abençoadas uma família de cada arciprestado, como sinal da centralidade da família na vida da Igreja e da sociedade, bem como uma família católica residente em Portalegre, proveniente do Kerala, na Índia, indicada pelo Secretariado Diocesano da Mobilidade Humana, sublinhando a dimensão universal da Igreja e o acolhimento das comunidades migrantes.
Este encerramento diocesano do Jubileu constituiu, assim, um momento forte de ação de graças, renovação da fé e envio missionário, convidando todos os fiéis a continuar a viver, no quotidiano, os frutos espirituais deste tempo jubilar.