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	<title>Reflexões &#8211; Portalegre-Castelo Branco</title>
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	<title>Reflexões &#8211; Portalegre-Castelo Branco</title>
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		<title>QUEM DISSE QUE NÃO SÃO CONTAS DO SEU ROSÁRIO?!&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Avan&#231;o tecnol&#243;gico, acesso &#224; informa&#231;&#227;o, integra&#231;&#227;o global, intelig&#234;ncia artificial, mobilidade constante, diversidade cultural, participa&#231;&#227;o c&#237;vica, capacidade de mobilizar para causas sociais, s&#227;o carater&#237;sticas do nosso tempo. Escrevendo assim, poupo o leitor &#224;quele chorrilho de coisas e loisas negativas com que &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/quem-disse-que-nao-sao-contas-do-seu-rosario">Ler Mais</a> &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/quem-disse-que-nao-sao-contas-do-seu-rosario">Ler Mais</a></p>
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<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black"><span style="text-align:start">Avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico, acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o global, intelig&ecirc;ncia artificial, mobilidade constante, diversidade cultural, participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica, capacidade de mobilizar para causas sociais, s&atilde;o carater&iacute;sticas do nosso tempo. Escrevendo assim, poupo o leitor &agrave;quele chorrilho de coisas e loisas negativas com que tantas vezes se define a pessoa e a sociedade de hoje. N&atilde;o sei se isso acontece por demasiado pessimismo, se para embelezar o discurso, se para fazer passar a ideia de que n&atilde;o se est&aacute; em jejum em tais an&aacute;lises sociol&oacute;gicas, se, dado o tema a desenvolver, tem mesmo de ser. O povo diz que n&atilde;o se deve bater no ceguinho, mesmo que o ceguinho n&atilde;o seja cego mas prefira n&atilde;o ver. Algu&eacute;m me dir&aacute; que isso n&atilde;o s&atilde;o contas do meu ros&aacute;rio, que n&atilde;o tenho nada a ver com isso, que me estou a meter onde n&atilde;o sou chamado. Admito, e podem crer que n&atilde;o vou prender o burrinho por causa disso, nem sair da sala, nem esgrimir argumentos para subir ao p&oacute;dio. Mas entendo que h&aacute; dimens&otilde;es da vida que s&atilde;o mesmo contas do ros&aacute;rio de cada um, ainda que se possa pensar que, de facto, n&atilde;o s&atilde;o. Vou lembrar duas dessas dimens&otilde;es que, quando h&aacute; verdade e n&atilde;o meros preconceitos, cada vez gostam mais de andar juntas, de m&atilde;os dadas: espiritualidade, progresso e miss&atilde;o, quando andam de m&atilde;os dadas, ajudam-se mutuamente.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">A primeira &eacute; de la palisse, &eacute; para recordar que estamos no m&ecirc;s de Outubro. O leitor sabe que sim, pois n&atilde;o anda assim t&atilde;o distra&iacute;do. N&atilde;o &eacute; tanto de la palisse, por&eacute;m, dizer-se que o m&ecirc;s de outubro &eacute; o m&ecirc;s do Ros&aacute;rio! A secular hist&oacute;ria do Ros&aacute;rio &eacute; digna de registo. Por mais que se queira completar, nunca est&aacute; terminada a lista dos seus admir&aacute;veis efeitos e benef&iacute;cios. No pr&oacute;ximo dia 7, Festa de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio, crian&ccedil;as de todo o mundo v&atilde;o unir-se na ora&ccedil;&atilde;o do ter&ccedil;o pela paz, sob a iniciativa &ldquo;Um Milh&atilde;o de Crian&ccedil;as rezam o Ter&ccedil;o&rdquo;, desafiando cada pessoa, cada fam&iacute;lia e cada comunidade crist&atilde; a associar-se &agrave; iniciativa, pois quem reza faz a diferen&ccedil;a. H&aacute; quem diga que a ora&ccedil;&atilde;o do Ter&ccedil;o &eacute; mon&oacute;tono. Ser&aacute; mesmo ou seremos n&oacute;s que o n&atilde;o sabemos tornar din&acirc;mico, variado e interessante? H&aacute; quem diga que &eacute; uma seca. Ser&aacute; mesmo ou seremos n&oacute;s que estamos t&atilde;o secos t&atilde;o secos t&atilde;o secos que j&aacute; nem a &aacute;gua-viva penetra em n&oacute;s para que flores&ccedil;amos e d&ecirc;mos fruto? H&aacute; quem diga que se distrai muito quando o reza. Mas, n&atilde;o &eacute; verdade que s&oacute; se distrai na ora&ccedil;&atilde;o quem reza? H&aacute; quem diga que &eacute; ora&ccedil;&atilde;o apenas para gente idosa. Mas n&atilde;o foi a crian&ccedil;as que a Senhora pediu que rezassem o ter&ccedil;o todos os dias? No decorrer dos s&eacute;culos, a ora&ccedil;&atilde;o do Ros&aacute;rio foi sempre proposta e valorizada como &ldquo;um verdadeiro tesouro a descobrir&rdquo;. Nossa Senhora, em F&aacute;tima, em todas as Apari&ccedil;&otilde;es, insistiu nela e disse para qu&ecirc;: &ldquo;Rezem o Ter&ccedil;o todos os dias para alcan&ccedil;arem a paz para o mundo e o fim da guerra&rdquo;. Pobres e ricos, s&aacute;bios e ignorantes, grandes e pequenos, crian&ccedil;as e jovens, idosos e doentes, todos o podem rezar. Dizia a Irm&atilde; L&uacute;cia que &ldquo;depois da ora&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica do Santo Sacrif&iacute;cio da Missa, a ora&ccedil;&atilde;o do santo Ros&aacute;rio ou Ter&ccedil;o, pela origem e sublimidade das ora&ccedil;&otilde;es que o comp&otilde;em e pelos mist&eacute;rios da Reden&ccedil;&atilde;o que recordamos e meditamos em cada dezena, &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o mais agrad&aacute;vel que podemos oferecer a Deus e de maior proveito para as nossas almas. Se assim n&atilde;o fosse, Nossa Senhora n&atilde;o o teria recomendado com tanta insist&ecirc;ncia&rdquo;. Os Papas n&atilde;o se t&ecirc;m cansado de falar sobre a import&acirc;ncia da ora&ccedil;&atilde;o do Ter&ccedil;o. Francisco afirmou que sempre que rezamos o Ter&ccedil;o &ldquo;o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das fam&iacute;lias, dos povos e do mundo&rdquo;. Rez&aacute;-lo e ensin&aacute;-lo a rezar, individualmente e em fam&iacute;lia, &eacute; gosto de cada crist&atilde;o, s&atilde;o contas do seu ros&aacute;rio! &Eacute; um ato de f&eacute; e gratid&atilde;o, re&uacute;ne a fam&iacute;lia e a comunidade, gera paz interior, mant&eacute;m a f&eacute; e a esperan&ccedil;a bem acesas. Quem tem o dever de educar e evangelizar n&atilde;o pode entender que a necessidade de ora&ccedil;&atilde;o e a espiritualidade s&atilde;o realidades adquiridas. N&atilde;o s&atilde;o, mesmo que algu&eacute;m diga que at&eacute; fez o percurso da catequese at&eacute; ao fim, at&eacute; &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o do Crisma. A experi&ecirc;ncia diz-nos que n&atilde;o &eacute; bem assim. O pr&oacute;prio Crisma, para muitos, &eacute;, infelizmente, uma esp&eacute;cie de festa de finalistas! Como afirmou Ratzinger, &ldquo;tudo procede dentro da normalidade, mas na realidade a f&eacute; vai-se deteriorando e degenerando na mesquinhez&rdquo;.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Apresento ainda outra dimens&atilde;o da vida que tamb&eacute;m deve fazer parte das contas do ros&aacute;rio de cada um. O m&ecirc;s de Outubro &eacute; o m&ecirc;s das Miss&otilde;es. Cada um &eacute; miss&atilde;o, somos miss&atilde;o. A miss&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas tarefa de alguns, &eacute; voca&ccedil;&atilde;o de todo o batizado. Ser batizado &eacute; ser miss&atilde;o, &eacute; ser de Deus, &eacute; amar como Deus. E Deus enviou o seu Filho Jesus Cristo para dar a sua vida por n&oacute;s. Por sua vez, Jesus, tendo cumprido a sua miss&atilde;o, enviou-nos em seu nome como Ele tinha sido enviado pelo Pai. Ser crist&atilde;o &eacute; sentir-se enviado, &eacute; ter um cora&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel e cheio de Deus para ir por todo o mundo, semeando a esperan&ccedil;a alicer&ccedil;ada na f&eacute; e no amor. E esse ir por todo o mundo come&ccedil;a em n&oacute;s mesmos: &ldquo;Meu caminho &eacute; por mim fora, at&eacute; chegar ao fim de mim e encontrar-me com Deus&rdquo; escreveu Sebasti&atilde;o da Gama; come&ccedil;a em casa de cada um, nesse porto seguro de amor e de paz mesmo por entre imperfei&ccedil;&otilde;es, pois a fam&iacute;lia &eacute; uma pequenina igreja dom&eacute;stica onde todos se v&atilde;o evangelizando, servindo e amando cada vez mais na alegria e na esperan&ccedil;a; continua na par&oacute;quia e na diocese, comunidades de f&eacute; e centro de vida espiritual, provendo os sacramentos, a cultura da f&eacute; e a caridade fraterna, contando com a participa&ccedil;&atilde;o, o estimulo e o apoio de cada um tamb&eacute;m na partilha para as suas atividades, para o culto e os servi&ccedil;os ministeriais. E a miss&atilde;o vai-se alargando conforme a disponibilidade e circunst&acirc;ncias de cada um e das pr&oacute;prias fam&iacute;lias e comunidades crist&atilde;s. Como lemos na <i>Evangelii Gaudium,</i> n.&ordm; 86, no mundo de hoje, h&aacute; in&uacute;meros sinais da sede de Deus, do sentido &uacute;ltimo da vida, ainda que muitas vezes expressos impl&iacute;cita ou negativamente. Todos somos chamados a ser pessoas-c&acirc;ntaro para dar de beber a todos, mesmo que o c&acirc;ntaro, por vezes, se torne numa pesada cruz. Foi precisamente na Cruz que o Senhor, trespassado, se nos entregou como fonte de &aacute;gua-viva.</span></span></span><br style="text-align:start" /><br />
<br style="text-align:start" /><br />
<span style="text-align:start">Antonino Dias</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Portalegre-Castelo Branco, 03-10-2025.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
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<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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		<title>VALHA-NOS SÃO JERÓNIMO E SANTA BÁRBARA TAMBÉM!</title>
		<link>https://www.portalegre-castelobranco.pt/valha-nos-sao-jeronimo-e-santa-barbara-tambem</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteudos]]></category>
		<category><![CDATA[Portalegre-Castelo Branco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em horas de aperto, especialmente sob forte ribombar do trov&#227;o, com rel&#226;mpagos, nuvens negras, granizo e tempestade furibunda, ou nem tanto, n&#227;o falta quem, com medo do que poder&#225; acontecer, invoque S&#227;o Jer&#243;nimo e Santa B&#225;rbara. Quando alguns dos nossos &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/valha-nos-sao-jeronimo-e-santa-barbara-tambem">Ler Mais</a> &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/valha-nos-sao-jeronimo-e-santa-barbara-tambem">Ler Mais</a></p>
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<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="color:black">Em horas de aperto, especialmente sob forte ribombar do trov&atilde;o, com rel&acirc;mpagos, nuvens negras, granizo e tempestade furibunda, ou nem tanto, n&atilde;o falta quem, com medo do que poder&aacute; acontecer, invoque S&atilde;o Jer&oacute;nimo e Santa B&aacute;rbara. Quando alguns dos nossos mais falados e falantes tribunos parlamentares, n&atilde;o sei se em nome deles se do povo, se levantam da sua c&aacute;tedra de representa&ccedil;&atilde;o nacional, e, inflex&iacute;veis e indignados, relampeiam e trovejam forte e estrondosamente sobre pelejas t&atilde;o exaltadas quanto ingl&oacute;rias, talvez seja excelente ideia ter essa santa e salutar devo&ccedil;&atilde;o. Implorar a S&atilde;o Jer&oacute;nimo e a Santa B&aacute;rbara, que, pelo menos, aquele audit&oacute;rio que acolhe tantas excel&ecirc;ncias, embora possa tremelicar com a berraria de alguns, n&atilde;o venha a desabar e a molestar a todos! Por vezes, acompanhar esses trabalhos, faz pular &agrave; ideia uma veneranda feira zaragalhada, ruidosa e confusa, com rabugens de negociante a trocar a for&ccedil;a serena e convincente do produto a vender, pela for&ccedil;a in&uacute;til do berreiro, em preju&iacute;zo do produto, da sua venda e da pr&oacute;pria raz&atilde;o. A este prop&oacute;sito, tamb&eacute;m me vem &agrave; ideia &#8211; n&atilde;o sei se aconteceu ontem, se hoje, se nunca, mas presumo que, mesmo que se conte por gracejo, presumo que possa acontecer ainda hoje aqui ou acol&aacute;! -, tamb&eacute;m me vem &agrave; ideia a resposta que uma crian&ccedil;a teria dado &agrave; pergunta sobre que sentido tinha, para ela, o Domingo. Logo responde que, o Domingo, para ela, era o dia em que o pai n&atilde;o trabalhava e o senhor prior ralhava! N&atilde;o sei se estes dois exemplos elevam ao auge, ao seu z&eacute;nite, a mais fulgurante aplica&ccedil;&atilde;o das teorias pavlovianas, mesmo sem caninos por perto: o leitor far&aacute; o favor de avaliar e decidir, pois eu ainda n&atilde;o me pus a isso nem me puxa faz&ecirc;-lo!&#8230;<i>ihihihihih&#8230;</i></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="color:black">Mas voltemos ao nosso S&atilde;o Jer&oacute;nimo, que embora tamb&eacute;m n&atilde;o fosse f&aacute;cil de assoar, era, por certo, muito superior a tudo isto e vai ter festa na pr&oacute;xima semana. &Eacute; Doutor da Igreja, padroeiro de tradutores, arque&oacute;logos, bibliotec&aacute;rios e estudiosos, devido &agrave; sua dedica&ccedil;&atilde;o ao estudo da Sagrada Escritura. No seu saber enciclop&eacute;dico, revelou-se como fil&oacute;sofo, te&oacute;logo, historiador, ret&oacute;rico, gram&aacute;tico, dial&eacute;tico&#8230; Com estilo sublime e eloquente, diz quem sabe, era capaz de escrever e pensar em latim, grego e hebraico. Traduziu a B&iacute;blia para latim, ficando conhecida por Vulgata, os Evangelhos, do grego, o Antigo Testamento, do hebraico. Porque o latim era a l&iacute;ngua em que a maioria se comunicava, a sua tradu&ccedil;&atilde;o teve grande sucesso na difus&atilde;o da Sagrada Escritura. Deixou muitos coment&aacute;rios, homilias, cartas, tratados, obras historiogr&aacute;ficas e hagiogr&aacute;ficas.<br />
Nasceu em territ&oacute;rio da atual Cro&aacute;cia, por volta de 347, h&aacute; 1.678 anos, de fam&iacute;lia crist&atilde; e abastada. Completou os seus estudos em Roma. Aqui, deixou-se levar por alguns colegas de vida airada, dando-se &agrave; vida mundana. As visitas &agrave; sepultura dos m&aacute;rtires e dos ap&oacute;stolos, nas catacumbas, ajudaram-no a mudar de rumo. Nessas profundas criptas escavadas na terra, com as paredes de ambos os lados preenchidas com corpos de mortos engolidos pela terra, tudo lhe era t&atilde;o escuro e t&eacute;trico que aquele sil&ecirc;ncio o aterrorizava e lhe provocava s&eacute;rias perguntas sobre o mundo dos mortos e a sua pr&oacute;pria vida. Tendo seguido a vida contemplativa, fez parte de uma comunidade de ascetas, mas, dececionado por atitudes surgidas naquele ambiente, partiu para o Oriente. Ap&oacute;s algum tempo, retornou &agrave; sua terra, partindo depois para Antioquia, onde se aperfei&ccedil;oou em l&iacute;ngua grega. Posteriormente, retirou-se, como eremita, para o deserto de C&aacute;lcis, ao sul de Alepo, onde, por quatro anos, se dedicou totalmente ao estudo, aprendendo hebraico e transcrevendo os c&oacute;digos e escritos dos Padres da Igreja. Foram anos de solid&atilde;o e de intensa leitura e medita&ccedil;&atilde;o da Palavra de Deus. Desencantado pelas invetivas dos anacoretas, provocadas pela doutrina ariana, retornou a Antioquia, onde foi ordenado sacerdote, em 379. Tendo-se mudado para Constantinopla, continuou a estudar grego sob a orienta&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Greg&oacute;rio Nazianzeno, at&eacute; que se dirigiu a Roma para uma reuni&atilde;o convocada pelo Papa D&acirc;maso. O Santo Padre, que o conhecia pela sua fama de asceta e erudito, escolheu-o para seu Secret&aacute;rio pessoal e Conselheiro, pedindo-lhe trabalho sobre os textos b&iacute;blicos em latim. Para o ajudarem, rodeou-se de uma equipa de pessoas com igual gosto pelo estudo das Escrituras e decididas a seguir o caminho da perfei&ccedil;&atilde;o crist&atilde; na viv&ecirc;ncia da Palavra de Deus. O seu rigor moral, por&eacute;m, as suas apertadas regras, o seu temperamento impetuoso, as suas pol&eacute;micas e diverg&ecirc;ncias com os pensantes do tempo, a sua dificuldade em dialogar com os outros e os outros com ele, o tom com que condenava v&iacute;cios e hipocrisias, fazem com que, depois da morte do Papa D&acirc;maso, volte para o Oriente. Embarcando com destino &agrave; Terra Santa, acompanhado de um grupo de seguidores, homens e mulheres, come&ccedil;a uma peregrina&ccedil;&atilde;o que o levou ao Egito e, depois, a Bel&eacute;m, onde abriu uma escola, oferecendo os seus ensinamentos, gratuitamente. Gra&ccedil;as &agrave; generosidade de benfeitores, constr&oacute;i dois mosteiros, um masculino, outro feminino e uma hospedagem para quem visitava os lugares santos. Em Bel&eacute;m passou o resto da sua vida, dedicando-se &agrave; defesa da f&eacute;, ao ensino da cultura cl&aacute;ssica e crist&atilde;, ao acolhimento de peregrinos, &agrave; Palavra de Deus. Ele entendia que ignorar as Escrituras era ignorar Cristo, era um preju&iacute;zo para os crist&atilde;os, pois, viva e eficaz, &eacute; a Palavra das Escrituras quem nos revela quem &eacute; Deus e quem somos n&oacute;s em rela&ccedil;&atilde;o a Ele. Ela guia, protege, renova, transforma pensamentos e inten&ccedil;&otilde;es, forma o cora&ccedil;&atilde;o, faz viver com esperan&ccedil;a, mesmo no meio do sofrimento e da incerteza. No seguimento de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Jer&oacute;nimo, pelo seu exemplo, tamb&eacute;m exorta cada um de n&oacute;s, todos n&oacute;s e cada fam&iacute;lia, a viver e a permanecer firme naquilo que aprendemos, a proclamar a Palavra, a insistir em tempo prop&iacute;cio e fora dele, a convencer, a repreender e a exortar com toda a compreens&atilde;o e compet&ecirc;ncia, pois toda a Escritura &eacute; adequada para ensinar, refutar, corrigir, educar na justi&ccedil;a e no gosto pela perfei&ccedil;&atilde;o, pelo bem fazer e fazer bem (cf. 2Tim 3,16; 4, 2-4). Ser&aacute; que a B&iacute;blia ou o Youcat de quem me est&aacute; a ler foi descartada ou vive esquecida, e nem se sabe bem onde &eacute; que ela estar&aacute;?</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="color:black">De quando em vez, S&atilde;o Jer&oacute;nimo reaparecia com um novo livro, n&atilde;o sem uma certa dureza de linguagem, pois nem tudo quanto via, ouvia e lia lhe parecia muito curial. Faleceu na sua cela, nas proximidades da Gruta da Natividade, em 30 de setembro, possivelmente em 420.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify">
<span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="color:black">Antonino Dias</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="color:black">Portalegre-Castelo Branco, 26-09-2025.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
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<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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		<title>O PORQUÊ DE UMA CHAVE FEITA PORTA-CHAVES</title>
		<link>https://www.portalegre-castelobranco.pt/o-porque-de-uma-chave-feita-porta-chaves</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portalegre-Castelo Branco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ofereceram-me em tempos uma chave feita porta-chaves. A delicadeza para com quem ma ofereceu levou-me a perguntar o porqu&#234; desse preparo e qual o seu significado. A resposta n&#227;o se fez tardar. Se n&#227;o me explicaram tudo, tintim por tintim, &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/o-porque-de-uma-chave-feita-porta-chaves">Ler Mais</a> &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/o-porque-de-uma-chave-feita-porta-chaves">Ler Mais</a></p>
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<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Ofereceram-me em tempos uma chave feita porta-chaves. A delicadeza para com quem ma ofereceu levou-me a perguntar o porqu&ecirc; desse preparo e qual o seu significado. A resposta n&atilde;o se fez tardar. Se n&atilde;o me explicaram tudo, tintim por tintim, o que &eacute; certo &eacute; que n&atilde;o permitiram que a culpa morresse solteira, pois tempo n&atilde;o lhes faltou para atirar com todas as culpas para cima de Maria Domingas Mazzarello, fundadora que foi, com S&atilde;o Jo&atilde;o Bosco e sob o seu carisma, das Filhas de Maria Auxiliadora. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">&Oacute; feliz culpa!&#8230; </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Porque sabia que os grandes obras n&atilde;o dependem apenas do m&eacute;rito humano, mas precisam de ser impulsionadas e aben&ccedil;oadas por Deus, esta senhora Mazzarello, que sempre buscou servir a Deus na execu&ccedil;&atilde;o dos projetos que sonhava e servia, no fim de cada dia ia colocar a chave da Institui&ccedil;&atilde;o aos p&eacute;s da imagem de Maria Auxiliadora, como que a significar-lhe a sua gratid&atilde;o pelo dia que acabava &#8211; com &ecirc;xitos e menos &ecirc;xitos, com certeza -, e a pedir-lhe aux&iacute;lio para ultrapassar as dificuldades que, no dia seguinte, iria sentir no gerir da Institui&ccedil;&atilde;o e no desempenho da sua miss&atilde;o em prol daquela juventude que era a menina dos seus olhos. Para fazer mem&oacute;ria deste gesto t&atilde;o simples qu&atilde;o significativo, e tornar presente a sua devo&ccedil;&atilde;o a Maria Auxiliadora e a dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; juventude, as suas Irm&atilde;s de religi&atilde;o sonharam uma chave-porta-chaves, tendo, na cabe&ccedil;a da chave, de um lado a imagem de Maria Auxiliadora, do outro, Maria Mazzarello. Se esse n&atilde;o &eacute;, fielmente, o pleno significado, pe&ccedil;o desculpa, mas foi assim que entendi a explica&ccedil;&atilde;o que me foi dada pelas Irm&atilde;s salesianas da comunidade religiosa presente na Chain&ccedil;a, em Abrantes, uma grata presen&ccedil;a entre n&oacute;s, tamb&eacute;m ao servi&ccedil;o sobretudo das pessoas jovens. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Se incluir a prote&ccedil;&atilde;o divina nos projetos ao servi&ccedil;o do bem comum &eacute; pr&oacute;prio de pessoas crentes e humildes que sentem a alegria de viver para Deus e para os outros, n&atilde;o por medo ou obriga&ccedil;&atilde;o, mas por amor, tamb&eacute;m Deus se serve de pessoas assim para lhes inspirar e confiar grandes projetos. Este discernir a vontade de Deus e adaptar-se a essa vontade, move a vida com determina&ccedil;&atilde;o e alegria, torna-se fundamental para o sucesso de qualquer projeto, sobretudo educativo. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Est&aacute; a come&ccedil;ar um novo ano letivo que se quer com qualidade. T&ecirc;-la-&aacute; se, de facto, existir nos professores/educadores uma dedica&ccedil;&atilde;o apaixonada e total &agrave; promo&ccedil;&atilde;o integral de cada pessoa jovem, semeando neles conhecimento, curiosidade em saber, alegria e esperan&ccedil;a, mesmo perante as dificuldades que a vida lhes venha a oferecer. Fazer crer e sentir a cada pessoa jovem que &eacute; amada, que &eacute; excelente, que &eacute; admir&aacute;vel, que &eacute; &uacute;nica, s&oacute; se pode fazer com afeto, com amizade, com calor humano e delicadeza espiritual, gerando empatia pela aten&ccedil;&atilde;o que naturalmente se lhes d&aacute; e eles natural e gratamente reconhecem. Sabemos que a fun&ccedil;&atilde;o do professor, sobretudo nas escolas p&uacute;blicas, &eacute; ensinar o que h&aacute; a ensinar, academicamente falando, e bem, &eacute; a sua obriga&ccedil;&atilde;o. No entanto, acho que h&aacute; coisas insepar&aacute;veis. O professor tamb&eacute;m &eacute; educador/formador, n&atilde;o tanto pela palavra que at&eacute; pode n&atilde;o ser devida, nem oportuna, nem conveniente. Se o fizer, at&eacute; pode ser tido como algu&eacute;m que est&aacute; a meter o nariz onde n&atilde;o &eacute; chamado e a passar para al&eacute;m do que &eacute; o seu dever e miss&atilde;o. Mas &eacute; educador, sim. Educa quando o seu modo de ser e estar &eacute; testemunho e transmite valores, quando forma para o bem e para o cumprimento do dever, quando &eacute; feliz e transmite que a vida &eacute; bela, que deve ser vivida com alegria, em tom de festa. Como representante e colaborador dos pais, serve com amor de bom pai, amando e servindo com paci&ecirc;ncia e capacidade de persuas&atilde;o, com compaix&atilde;o no presente e esperan&ccedil;a no futuro. Assim, nada de auto-banalidade da sua pessoa, &ldquo;nada de agita&ccedil;&atilde;o de &acirc;nimo, nada de desprezo no olhar, nada de inj&uacute;rias nos l&aacute;bios&rdquo;, nada duma &ldquo;tempestade de palavras, que s&oacute; fazem mal a quem as ouve e de nenhum proveito servem para quem as merece&rdquo;, nada que manifeste apenas autoridade, nada que possa dar apar&ecirc;ncia de dominador ou de que est&aacute; a descarregar o seu mau humor, nada de &iacute;mpetos de emo&ccedil;&atilde;o repentina. Sempre foi mais f&aacute;cil &ldquo;encolerizar-se do que ter paci&ecirc;ncia, amea&ccedil;ar uma crian&ccedil;a do que persuadi-la&rdquo;. &Eacute; &ldquo;mais c&oacute;modo, para a nossa impaci&ecirc;ncia e para a nossa soberba, castigar os recalcitrantes do que corrigi-los, suportando-os com firmeza e benignidade&rdquo;.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Como Jesus, que veio para servir e amar, devemos sentir-nos envergonhados de tudo quanto &ldquo;possa dar a apar&ecirc;ncia de dominadores&rdquo;, pois, &ldquo;se algum dom&iacute;nio exercemos sobre eles (os jovens), h&aacute; de ser apenas para os servir melhor. Assim fazia Jesus com os seus Ap&oacute;stolos, tolerando-os na sua ignor&acirc;ncia e rudeza, e inclusivamente na sua pouca fidelidade; era tal a familiaridade e afei&ccedil;&atilde;o com que tratava os pecadores que a alguns causava espanto, a outros esc&acirc;ndalo, e em muitos infundia a esperan&ccedil;a de receber o perd&atilde;o de Deus; por isso nos ordenou que aprend&ecirc;ssemos d&rsquo;Ele a ser mansos e humildes de cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">A todos os professores/educadores desejamos um bom ano escolar, apreciamos a sua nobre miss&atilde;o. E, sobretudo aos crentes, aconselhamos a que n&atilde;o se esque&ccedil;am de colocar, se n&atilde;o uma chave, uma outra &#039;coisinha&#039; aos p&eacute;s da Senhora, a agradecer, todos os dias, o dia de hoje, nos seus &ecirc;xitos e dificuldades, e a pedir a sabedoria do Esp&iacute;rito para o novo dia de amanh&atilde; entre os jovens e crian&ccedil;as, n&atilde;o esquecendo uma ora&ccedil;&atilde;o por eles, pelos seus alunos.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Tudo o que aqui exprimo faz parte do carisma e dos escritos de S&atilde;o Jo&atilde;o Bosco e de Maria Domingas Mazzarello, Santa da Igreja Cat&oacute;lica. Os jovens precisam de professores/educadores assim! S&atilde;o Francisco Xavier n&atilde;o via com bons olhos quem sabia muito mas n&atilde;o tinha vontade de fazer nada: &ldquo;Muitas vezes me vem ao pensamento ir aos col&eacute;gios da Europa, levantando a voz como homem que perdeu o ju&iacute;zo e, principalmente, &agrave; Universidade de Paris, falando na Sorbona aos que t&ecirc;m mais letras que vontade para se disporem a frutificar com elas&rdquo;. Frutificar com o que se aprende &eacute; quase sempre fruto do bom testemunho de algum dos professores/formadores, que foi tamb&eacute;m capaz de forjar a vontade dos seus alunos.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
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<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Antonino Dias</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Portalegre-Castelo Branco, 18-09-2025.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
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<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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		<title>HÁ COISAS LEVADAS DA BRECA!&#8230;</title>
		<link>https://www.portalegre-castelobranco.pt/ha-coisas-levadas-da-breca</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteudos]]></category>
		<category><![CDATA[Portalegre-Castelo Branco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sim, h&#225; mesmo coisas levadas da breca! N&#227;o naquele sentido de breca significar furor, ira, diabruras, mas no de exprimir coisas espantosas, incr&#237;veis, extraordin&#225;rias. E espantoso &#233;, por exemplo, haver dias internacionais para muita coisa, fazendo com que muita coisa &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/ha-coisas-levadas-da-breca">Ler Mais</a> &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/ha-coisas-levadas-da-breca">Ler Mais</a></p>
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<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Sim, h&aacute; mesmo coisas levadas da breca! N&atilde;o naquele sentido de breca significar furor, ira, diabruras, mas no de exprimir coisas espantosas, incr&iacute;veis, extraordin&aacute;rias. E espantoso &eacute;, por exemplo, haver dias internacionais para muita coisa, fazendo com que muita coisa tenha, em cada dia, todos os dias, o seu dia internacional. J&aacute; s&atilde;o 218 esses dias, al&eacute;m dos anos tem&aacute;ticos, das d&eacute;cadas especiais, dos dias europeus e alguns dias mundiais da Igreja. Entendemos tais preocupa&ccedil;&otilde;es e a necessidade de agir, mas tamb&eacute;m sabemos que, se o h&aacute;bito de os proclamar pode viciar os seus autores, a tanta abund&acirc;ncia tamb&eacute;m pode desmotivar aqueles que se pretendem sensibilizar. Esta afirma&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, pode parece uma tontaria, mas o leitor far&aacute; o favor de a rejeitar ou contestar. O Dia Internacional da Democracia, deste ano, j&aacute; bate &agrave; porta, e, como sabemos, a democracia preza a liberdade de express&atilde;o. Quando, porventura, essa liberdade de express&atilde;o leva a dizer o que se pensa sem pensar o que se diz, tanto pode sair um disparate mais que asinino, como uma ideia fulgurante ao jeito de talento parlamentar, como um improp&eacute;rio de fazer ferver a indigna&ccedil;&atilde;o ao ponto de a tampa saltar para sovar tal vileza: ihihihihih&#8230; </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Desde 2007, e por solene autoriza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, lavrada e emitida em Resolu&ccedil;&atilde;o, a Democracia, mesmo que tenha pressa e fa&ccedil;a bater a aldraba na porta, s&oacute; poder&aacute; entrar a 15 de setembro, o seu dia. N&atilde;o sei se &eacute; por isso, mas acho que essa esbelta senhora, a Democracia, anda um pouco desorientada e abatida, cabisbaixa, talvez doente. Como se n&atilde;o bastasse, os especialistas em tais maleitas manifestam dificuldade em acertar na moche, n&atilde;o apreciam os sintomas em evid&ecirc;ncia, mostram cansa&ccedil;o e alheamento. Possivelmente, alguns deles tamb&eacute;m estar&atilde;o adoentados, coitados, talvez com s&iacute;ndrome de grave doen&ccedil;a antidemocr&aacute;tica, tendo dificuldade em encontrar algu&eacute;m que tenha a coragem de lhes fazer um rigoroso diagn&oacute;stico e de lho revelar&#8230; Assim, a t&atilde;o desejada Democracia, nas suas mol&eacute;stias, ter-se-&aacute; de contentar com umas mezinhas caseiras bem mal amanhadas, possivelmente ao gosto de curiosos amadores ou de tarefeiros com pressa, incapazes de lhe garantirem esperan&ccedil;a no resultado. Paci&ecirc;ncia, s&atilde;o sortes! </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Como o leitor constata, ainda sobra uma m&atilde;o cheia de dias para, se a imagina&ccedil;&atilde;o funcionar, a ONU conseguir proclamar mais uns tantos dias de &acirc;mbito internacional. S&oacute; n&atilde;o sei &eacute; se haver&aacute; coisa assim t&atilde;o m&iacute;sera que s&oacute; mere&ccedil;a um dia em cada ano! J&aacute; no long&iacute;nquo s&eacute;culo terceiro antes de Cristo, mesmo insinuando ser um gazeteiro, pois afirmou que &lsquo;o muito estudo cansa o corpo&rsquo; (Ecl 12,12), o s&aacute;bio Coelet do Eclesiastes, ou atualizou o que j&aacute; corria de boca em boca, ou arrancou mesmo do seu touti&ccedil;o uma conclus&atilde;o que, face &agrave;s perguntas deste nosso tempo, n&atilde;o est&aacute; assim t&atilde;o fora de prazo como os iogurtes envelhecidos. Ele sabia que no tempo h&aacute; tempo para tudo. Mas, olhando &agrave; sua volta, escutando e mirando o que se passava, entendia que o tido como certo e mais que comprovado era posto em causa, e o que fazia mover as pessoas e a sociedade em geral era uma fantasia, uma corrida desenfreada atr&aacute;s do vento, uma maluqueira maluca a fazer perder o sentido da vida e a constatar que, apesar de tanto canseira, &ldquo;gera&ccedil;&atilde;o vai, gera&ccedil;&atilde;o vem, e a terra permanece sempre igual&rsquo; (Id.1,4). Entre n&oacute;s, hoje, tamb&eacute;m n&atilde;o falta quem rabuje pelo facto de, na sua perce&ccedil;&atilde;o (como agora se diz), aquilo que se tinha como certo &#8211; e bom! -, ser abandonado sem nada que o substitua ou supere. Ao mesmo tempo, dentro da sua mesma perce&ccedil;&atilde;o, ora baloi&ccedil;am entre o usufruir &agrave; farta do antigo e o dizer mal de quem o construiu, ora gozam &agrave; brava o presente mas maldizem-no e esconjuram quem o suporta e conduz, ora anunciam um futuro de maravilhas t&atilde;o excelentes que at&eacute; o maravilhoso mundo da Alice ficar&aacute; a anos-luz de dist&acirc;ncia. A sua conclus&atilde;o &eacute; excelente e radical, assim o presumo eu j&aacute; que eles a guardam como um grande segredo: &ldquo;N&oacute;s &eacute; que somos e sabemos! Se n&atilde;o formos n&oacute;s a segurar musculadamente nas r&eacute;deas e a presidir aos destinos p&aacute;trios, s&oacute; haver&aacute; mais do mesmo: &lsquo;gera&ccedil;&atilde;o vai, gera&ccedil;&atilde;o vem&rsquo; e nada de novo acontecer&aacute; debaixo do sol, n&atilde;o haver&aacute; novidade que se preze, s&oacute; a derrocada total, at&eacute; dos escombros!&rdquo; </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Jesus, que revolucionou a hist&oacute;ria, n&atilde;o veio para destruir, veio para aperfei&ccedil;oar. N&atilde;o desprezou o passado, n&atilde;o se manifestou senhor do presente, apontou para um futuro feliz constru&iacute;do por todos, sem exclus&otilde;es nem peneiras. Nessa perspetiva e nessa esperan&ccedil;a, apreciamos a dial&eacute;tica democr&aacute;tica, esse processo de di&aacute;logo e debate, onde diferentes ideias, interesses e opini&otilde;es se confrontam em busca de algo novo, tanto quanto poss&iacute;vel fruto das achegas de todos, para que, quem de direito e de dever, possa agir melhor em favor do bem comum, do bem estar coletivo, do progresso e do desenvolvimento sustent&aacute;vel. Muito ajuda neste processo a intera&ccedil;&atilde;o sadia dos poderes legislativo, judicial, executivo e a fidelidade &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o, a qual, neste momento, persente que anda mouro na costa, pois, se assim n&atilde;o fosse, um grupo de Juristas de Coimbra n&atilde;o teria posto a correr uma peti&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica que pode ser subscrita por quem se associe &agrave; sua defesa.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Como v&iacute;nhamos a falar, no processo democr&aacute;tico do bem fazer, ningu&eacute;m pode agir como se tivesse o monop&oacute;lio do presente, ningu&eacute;m pode romper com o passado s&oacute; porque sim, ningu&eacute;m, nos seus del&iacute;rios ideol&oacute;gicos ou subestimando a realidade em favor da ideia, deve prometer aquilo que n&atilde;o &eacute; capaz de dar. Tal como Jesus fez, a democracia deve respeitar o passado e a tradi&ccedil;&atilde;o, deve respeitar o trabalho daqueles que vieram antes, que se esfor&ccedil;aram por nos oferecer o melhor que puderam e como o entenderam, deve assumir o dever de aperfei&ccedil;oar essa heran&ccedil;a, tanto quanto necess&aacute;rio e poss&iacute;vel, pois nem tudo ser&aacute; de manter, nem tudo tem o mesmo valor, nem tudo, hoje, ser&aacute; conveniente &agrave; pessoa e &agrave; sociedade, mas tudo pode ser retificado, completado e aperfei&ccedil;oado. Ter a pretens&atilde;o ensoberbada de descartar todos e tudo quanto vem do passado para come&ccedil;ar do zero, do nada, como se isso fosse poss&iacute;vel, como se antes nada e ningu&eacute;m tivesse existido, como se o hoje n&atilde;o dependesse do ontem e o amanh&atilde; do hoje, como se agora &eacute; que se inventou a p&oacute;lvora, n&atilde;o ser&aacute; boa atitude democr&aacute;tica, n&atilde;o manifesta bom senso, reconhecimento, gratid&atilde;o, evolu&ccedil;&atilde;o, crescimento. Ora, este Dia Internacional da Democracia tem o prop&oacute;sito de enaltecer, reafirmar, promover e proteger a dita cuja e os seus valores, com a colabora&ccedil;&atilde;o individual e coletiva, o apoio da comunidade internacional, da sociedade civil e de todos quantos defendem os valores democr&aacute;ticos. Mesmo que muito se tenha trabalhado nessa &aacute;rea, h&aacute;, por esse mundo al&eacute;m, quem, embora sabendo que o tempo deve servir para nascer, plantar, construir, rir, bailar, incluir, abra&ccedil;ar, amar e ter paz, preferem ofender, arrancar, destruir, dividir, descartar, odiar, fazer guerra, matar&#8230; </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Coisa levada da breca seria tamb&eacute;m se, agora que se aproximam as nossas elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas e se apela &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e ao voto como dever e valores democr&aacute;ticos, os pol&iacute;ticos se apresentassem com discursos tais que criassem na opini&atilde;o p&uacute;blica a ideia de que s&oacute; falam verdade quando dizem mal uns dos outros. O respeito de uns pelos outros edifica, educa, constr&oacute;i, atrai, gera confian&ccedil;a. A gritaria, a baixeza na linguagem e nos argumentos degrada, deseduca, destr&oacute;i, afasta.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Antonino Dias</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Portalegre-Castelo Branco, 12-09-2025.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
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<p style="text-align:justify">&nbsp;</p>
<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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		<title>DOIS JOVENS VIVAÇOS E SANTOS, COMO CONVÉM!&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Sep 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteudos]]></category>
		<category><![CDATA[Portalegre-Castelo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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<p>Domingo, 7 de setembro, Carlo Acutis e Pedro Jorge Frassati s&atilde;o canonizados pelo Papa Le&atilde;o XIV. A Can&ccedil;&atilde;o Nova e o Vaticano News, com in&iacute;cio &agrave;s 9 horas, fazem transmiss&atilde;o em direto. O mundo precisa de jovens desta t&ecirc;mpera, traquinas e santos, verdadeiros profetas da mudan&ccedil;a. Recordo alguns dados das suas vidas, baseando-me em tanto que sobre eles se tem escrito. Um faleceu com 15 anos de idade, o outro com 25. Foram patronos de Jornadas Mundiais da Juventude.</p>
<p>CARLO ACUTIS</p>
<p>Em outubro de 2006, falecia Carlo Acutis, um jovenzinho que soube marcar a diferen&ccedil;a. Embora tivesse nascido, em 1991, em Londres, foi Mil&atilde;o que o viu crescer. Cheio de vida e alegre como todos os jovens, a todos cativava pela sua serenidade e entusiasmo pela vida. Ant&oacute;nia Salzano e Andrea Acutis, seus pais, ainda relativamente novos, sempre foram cred&iacute;veis no seu testemunho de f&eacute; e nunca delegaram o seu dever de educar na f&eacute;. Dotado de uma intelig&ecirc;ncia acima da m&eacute;dia e apaixonado pela vida, Carlo entendera bem o chamamento &agrave; santidade e quanto bem podia fazer pelos outros, com gestos simples, realizados com amor. Alegre e altru&iacute;sta, sempre animado, foi volunt&aacute;rio em muitos projetos, sobretudo dirigidos para os mais necessitados. De noite sa&iacute;a de casa com comida e bebidas quentes para os sem-abrigo, com os quais tamb&eacute;m partilhava as suas economias. A Eucaristia era para ele um bem precioso, indispens&aacute;vel, era a autoestrada para o c&eacute;u, como ele dizia. Tornou-se popular e muito apreciado, um exemplo de f&eacute; concreta e alegre, testemunhando elevada maturidade espiritual. A sua hist&oacute;ria despertou profunda admira&ccedil;&atilde;o e comoveu muit&iacute;ssima gente. Fascinado por lugares sagrados, visitava os santu&aacute;rios, n&atilde;o esquecendo aqueles em que se falava de milagres eucar&iacute;sticos. Em 2002, esteve em F&aacute;tima e no Santu&aacute;rio do Sant&iacute;ssimo Milagre, em Santar&eacute;m. J&aacute; tinha iniciado a cria&ccedil;&atilde;o de um mapa dos locais onde teriam acontecido milagres eucar&iacute;sticos, pois tinha vontade de fazer uma exposi&ccedil;&atilde;o internacional. Se Francisco de Assis era o seu santo predileto, ele tinha grande devo&ccedil;&atilde;o ao Anjo da Guarda e &agrave; ora&ccedil;&atilde;o do ter&ccedil;o di&aacute;rio, frequentava os sacramentos.</p>
<p>Criou um site dedicado aos milagres eucar&iacute;sticos e &agrave; vida dos santos, procurando ajudar aqueles que desejavam marcar a diferen&ccedil;a. Tornou-se um profeta da mudan&ccedil;a, soube utilizar as redes sociais, foi criativo e genial, usando as t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o para transmitir o Evangelho, para comunicar valores e beleza. Das Filipinas a Cabo Verde, do Brasil &agrave; China, em todo o mundo est&aacute; presente esta sua heran&ccedil;a espiritual. Deixou-nos o testemunho de uma &ldquo;outra forma de viver a juventude&rdquo;. Fez &ldquo;brilhar os tra&ccedil;os da idade juvenil em toda a sua beleza&rdquo;. Imaginava um futuro melhor e poss&iacute;vel, resolveu ajudar a constru&iacute;-lo sem querer ser fotoc&oacute;pia de quem quer que fosse. Sabia-se e queria ser original com os dons que o Senhor lhe tinha dado, pois afirmava que &ldquo;todos nascem como originais, mas muitos morrem como fotoc&oacute;pias&rdquo;.</p>
<p>Uma leucemia fulminante, por&eacute;m, levou-o para junto do Senhor, a quem amava e anunciava, tinha apenas 15 anos: &quot;Estar sempre junto com Jesus: este &eacute; o meu plano de vida&quot; dizia ele. No seu funeral, havia migrantes, alguns mu&ccedil;ulmanos e hindu&iacute;stas que o conheciam pela empatia que gerava. Como refere a Sagrada Escritura, &ldquo;at&eacute; os jovens se cansam e afadigam; at&eacute; os rapazes trope&ccedil;am e caem, mas os que p&otilde;em a sua esperan&ccedil;a em Deus renovam as suas for&ccedil;as, abrem asas como as &aacute;guias, correm e n&atilde;o se fatigam, caminham e n&atilde;o se cansam&rdquo; (Is 40, 30-31).</p>
<p>PIER GIORGIO FRASSATI</p>
<p>Pedro Jorge Frassati tamb&eacute;m soube marcar a diferen&ccedil;a. &Eacute; capaz de rasgar horizontes no cora&ccedil;&atilde;o daqueles que andam &agrave; procura de vida com sentido. Comprova que a santidade, sendo tarefa que n&atilde;o se pode delegar, &eacute; poss&iacute;vel a todos: crian&ccedil;as, jovens e menos jovens, cada um pelo seu caminho e nas suas circunst&acirc;ncias existenciais. Nasceu em Turim, em 6 de abril de 1901. A&iacute; viveu e cresceu, a maior parte da vida, no seio de uma fam&iacute;lia abastada e da alta burguesia. Seu pai, Alfredo Frassati, era jornalista, fundador e dono do jornal &quot;La Stampa&quot;. Foi embaixador em Berlim, demitiu-se quando Mussolini assumiu o poder. Sua m&atilde;e, Adelaide Ametis, era uma pintora famosa. Embora fosse educado crist&atilde;mente, a viv&ecirc;ncia da f&eacute; em fam&iacute;lia ficava muito aqu&eacute;m do que ele desejava. Sua m&atilde;e animava-o a comprometer-se nas din&acirc;micas da par&oacute;quia. A&iacute; foi fazendo o seu caminho, em vida feliz e socialmente comprometida, espevitando o seu crescimento espiritual e a sua a&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica. Conheceu a Ordem Terceira dos Dominicanos, a A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, o Apostolado da Ora&ccedil;&atilde;o, a Liga Eucar&iacute;stica, a Associa&ccedil;&atilde;o dos jovens adoradores universit&aacute;rios, os centros da Juventude Mariana Vicentina e a Confer&ecirc;ncia de S&atilde;o Vicente de Paulo. Tinha como passatempo favorito visitar os doentes e os casebres das periferias de Turim. &ldquo;Ao redor dos pobres e dos enfermos eu vejo uma luz particular que n&oacute;s n&atilde;o temos&rdquo;, ou: &ldquo;Jesus faz-me visita cada manh&atilde; na Comunh&atilde;o, eu restituo-a no m&iacute;sero modo que posso, ou seja, visitando os pobres&rdquo;. Porque levava &agrave;s casas dos mais necessitados as mais variadas coisas, desde lenha e roupas a alimentos e m&oacute;veis, porque gastava a mesada que a fam&iacute;lia lhe dava nestas atividades caritativas, os seus colegas chegaram a denomin&aacute;-lo como a &ldquo;Empresa de Transportes Frassati&rdquo;.</p>
<p>Porque entendia que a Caridade n&atilde;o era suficiente e que eram precisas reformas sociais, foi um dos fundadores do jornal &ldquo;Momento&rdquo;, destinado a explanar os ensinamentos sociais do Papa Le&atilde;o XIII. Chegou a ter pol&eacute;micas acesas com adeptos do Partido Fascista e esteve inscrito no Partido Popular Italiano. Como desejava trabalhar perto dos oper&aacute;rios pobres, decidiu estudar Engenharia Industrial Mec&acirc;nica, em Turim, com especializa&ccedil;&atilde;o em minera&ccedil;&atilde;o, pelo facto de os mineiros serem os oper&aacute;rios mais pobres de entre os explorados. Quando esteve em Berlim, em tempos que seu pai era Embaixador, ainda p&ocirc;s a quest&atilde;o de vir a ser sacerdote, ideia que logo deixou por achar que n&atilde;o tinha voca&ccedil;&atilde;o. Seus pais queriam exigir dele mais do que ele aparentava querer. O pai chegou a classific&aacute;-lo de &ldquo;homem in&uacute;til&rdquo; e &agrave; deriva, acompanhando pessoas que n&atilde;o estavam &agrave; sua altura. Pedro Jorge sorria, aceitava as repreens&otilde;es de modo sereno, sabia lidar com todos. Gostava do teatro, da poesia, da arte, da m&uacute;sica, da &oacute;pera, de visitar museus, recitava versos de Dante Alighieri de cor, escrevia com beleza e profundidade, amava o desporto, sobretudo o esqui e o montanhismo, escalou os Alpes e o Vale de Aosta, adorava as montanhas, extasiando-se a contemplar o ar puro e a beleza do Cria&ccedil;&atilde;o. Nesta sua maneira s&eacute;ria e divertida de estar na vida, chegou a fundar a &ldquo;Sociedade de Tipos Estranhos&rdquo; ou dos &ldquo;arruaceiros&rdquo;, cujos membros, &ldquo;desonestos e vigaristas&rdquo;, recebiam apelidos engra&ccedil;ados. O dele era &ldquo;Robespierre&rdquo;. Faziam excurs&otilde;es, contavam piadas, mas, sobretudo, aspiravam &agrave; amizade mais profunda fundada na ora&ccedil;&atilde;o e na f&eacute;.</p>
<p>Atingido por uma meningite fulminante, faleceu cerca de quinze dias depois, em 4 de julho de 1925, com apenas 24 anos de idade. Milhares de pessoas participaram nas ex&eacute;quias. Familiares e amigos ficaram estupefactos com a presen&ccedil;a de tantos pobres de Turim que ele havia ajudado, material, social e espiritualmente. Seu pai ficou inconsol&aacute;vel e arrasado pelo vazio que a morte de Pedro lhe causara. Impressionado com a multid&atilde;o presente, reconheceu que s&oacute; compreendeu bem quem era o seu filho quando o perdeu para sempre. Aos poucos, foi-se aproximando da f&eacute; numa convers&atilde;o maravilhosa que muitos consideraram ser o &quot;primeiro&quot; milagre de Pedro Jorge. &Eacute; amado e venerado em todo o mundo, desde a Patag&oacute;nia &agrave; Pol&oacute;nia, das Filipinas &agrave; Fran&ccedil;a, dos Estados Unidos &agrave; Austr&aacute;lia.</p>
<p>Antonino Dias</p>
<p>Portalegre-Castelo Branco, 06-09-2025.</p>
<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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		<title>A ONU E O DIA INTERNACIONAL DA CARIDADE</title>
		<link>https://www.portalegre-castelobranco.pt/a-onu-e-o-dia-internacional-da-caridade</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteudos]]></category>
		<category><![CDATA[Portalegre-Castelo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na sua Resolu&#231;&#227;o de 17 de dezembro de 2012, a Assembleia Geral das Na&#231;&#245;es Unidas decidiu designar o dia 5 de setembro de cada ano &#8211; dia do anivers&#225;rio da morte de Santa Teresa de Calcut&#225; -, como Dia Internacional &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/a-onu-e-o-dia-internacional-da-caridade">Ler Mais</a> &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/a-onu-e-o-dia-internacional-da-caridade">Ler Mais</a></p>
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<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Na sua Resolu&ccedil;&atilde;o de 17 de dezembro de 2012, a Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas decidiu designar o dia 5 de setembro de cada ano &#8211; dia do anivers&aacute;rio da morte de Santa Teresa de Calcut&aacute; -, como Dia Internacional da Caridade. A data foi escolhida para homenagear esta mulher, Pr&eacute;mio Nobel da Paz. O maior pr&eacute;mio que recebeu, por&eacute;m, foi, sem d&uacute;vida, o da &lsquo;incorrupt&iacute;vel coroa de gl&oacute;ria&rsquo;, o qual lhe foi atribu&iacute;do pelo Senhor da prova, o Justo Juiz, por ela ter atingido a meta a servir com alegria e amor: &eacute; santa canonizada! Nascida em 1910 na atual Maced&oacute;nia do Norte, faleceu a 5 de setembro de 1997, com 87 anos, reconhecida mundialmente pela sua dedica&ccedil;&atilde;o aos mais desfavorecidos, independentemente da sua religi&atilde;o, ra&ccedil;a ou condi&ccedil;&atilde;o social. A sua vida foi acolher, cuidar, acompanhar, dignificar, fortalecer e aliviar o sofrimento das pessoas que se encontravam em situa&ccedil;&otilde;es de maior vulnerabilidade. Pautou a sua vida por aquilo em que verdadeiramente acreditava: &ldquo;ainda que eu fale as l&iacute;nguas dos homens e dos anjos, se n&atilde;o tiver caridade, sou como bronze que ressoa ou como s&iacute;mbolo que retine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conhe&ccedil;a todos os mist&eacute;rios e toda a ci&ecirc;ncia, ainda que eu possua a plenitude da f&eacute;, a ponto de transportar montanhas, se n&atilde;o tiver caridade, nada sou. Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos e entregue o meu corpo para ser queimado, se n&atilde;o tiver caridade, de nada me aproveita. A caridade &eacute; paciente, a caridade &eacute; benigna; n&atilde;o &eacute; invejosa, n&atilde;o &eacute; altiva nem orgulhosa; n&atilde;o &eacute; inconveniente, n&atilde;o procura o pr&oacute;prio interesse; n&atilde;o se irrita, n&atilde;o guarda ressentimento; n&atilde;o se alegra com a injusti&ccedil;a, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo cr&ecirc;, tudo espera, tudo suporta. O dom da profecia acabar&aacute;, o dom das l&iacute;nguas h&aacute; de cessar, a ci&ecirc;ncia desaparecer&aacute;; mas a caridade n&atilde;o acaba nunca&rdquo; (1Cor 13)</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas est&aacute; consciente de que a caridade contribui para sociedades mais inclusivas, resilientes e justas, alivia os piores efeitos de crises humanit&aacute;rias, disp&otilde;e o cora&ccedil;&atilde;o para servir o pr&oacute;ximo, gratuitamente, levando as pessoas a agir com compaix&atilde;o e generosidade em cada circunst&acirc;ncia do seu dia-a-dia. Para n&oacute;s, crist&atilde;os, agir na caridade &eacute; participar na realeza de Jesus Cristo, que veio para servir e n&atilde;o para ser servido. A caridade &eacute; &ldquo;o dom mais alto que o Esp&iacute;rito d&aacute; em ordem &agrave; edifica&ccedil;&atilde;o da Igreja e ao bem da humanidade. A caridade anima e sustenta a solidariedade ativa que olha para a totalidade das necessidades do ser humano. Uma caridade assim, atuada n&atilde;o s&oacute; pelos indiv&iacute;duos, mas tamb&eacute;m, de forma solid&aacute;ria, pelos grupos e pelas comunidades, &eacute; e ser&aacute; sempre necess&aacute;ria: nada e ningu&eacute;m a pode e poder&aacute; substituir, nem sequer as m&uacute;ltiplas institui&ccedil;&otilde;es e iniciativas p&uacute;blicas, que tamb&eacute;m se esfor&ccedil;am por dar resposta &agrave;s car&ecirc;ncias &#8211; muitas vezes hoje t&atilde;o graves e generalizadas &#8211; de uma popula&ccedil;&atilde;o. Paradoxalmente, essa caridade &eacute; tanto mais necess&aacute;ria quanto mais as institui&ccedil;&otilde;es, ao tornarem-se complexas na organiza&ccedil;&atilde;o e pretendendo gerir todos os espa&ccedil;os dispon&iacute;veis, acabam por se esvaziar devido ao funcionalismo impessoal, &agrave; burocracia exagerada, aos interesses privados injustos e ao desinteresse f&aacute;cil e generalizado&rdquo; (ChFL 41).</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">No entanto, quer se aceite como uma das virtudes teologais, quer se veja como sin&oacute;nimo de filantropia, quer se tenha como express&atilde;o de solidariedade ou de mero desejo de fazer o bem, quer se entenda como apoio aos mais necessitados e desfavorecidos ou a outras causas sociais e culturais, a caridade s&oacute; ser&aacute; Caridade se n&atilde;o procura o seu pr&oacute;prio interesse, se for fruto do amor efetivo que n&atilde;o espera recompensa.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Esta iniciativa, que contribui para a erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza e do desenvolvimento sustent&aacute;vel, se j&aacute; reconhece o papel de quem abnegadamente se d&aacute; a estas causas, procura envolver, ainda mais, o setor privado, a sociedade civil, o voluntariado e todas as iniciativas do bem-fazer. A caridade envolve, orienta, impulsiona, gera esperan&ccedil;a e energia saud&aacute;vel, afasta da indiferen&ccedil;a, faz da sociedade uma sociedade mais humana e mais solid&aacute;ria, manifesta aten&ccedil;&atilde;o, cuidado, partilha, compromisso: semeia a paz! Integrar a caridade na vida di&aacute;ria deveria constituir um desafio para cada pessoa e cada institui&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o estes gestos de amor que transformam quem os recebe e quem os d&aacute;, seja atrav&eacute;s de iniciativas de vulto, seja atrav&eacute;s de um simples sorriso, duma palavra de estimulo, duma ajuda surpresa, dum pequenino gesto de amor. Al&eacute;m disso, a caridade sustenta o mutualismo que organiza a solidariedade com estruturas de coopera&ccedil;&atilde;o a durar no tempo. Cria redes de apoio no campo da defici&ecirc;ncia, da sa&uacute;de, da educa&ccedil;&atilde;o, da habita&ccedil;&atilde;o, do desporto, da cultura e doutras iniciativas e projetos de relev&acirc;ncia. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">&ldquo;Assim como Eu vos amei, tamb&eacute;m v&oacute;s deveis amar-vos uns aos outros. Se tiverdes amor uns para com os outros, todos reconhecer&atilde;o que sois meus disc&iacute;pulos&rdquo;, disse-nos Jesus (Jo 13, 34).</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Antonino Dias</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="line-height:normal"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Portalegre-Castelo Branco, 05-09-2025</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify">&nbsp;</p>
<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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		<title>A ECOLOGIA INTEGRAL RECLAMA EDUCAÇÃO E CONVERSÃO</title>
		<link>https://www.portalegre-castelobranco.pt/a-ecologia-integral-reclama-educacao-e-conversao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteudos]]></category>
		<category><![CDATA[Portalegre-Castelo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 1 de setembro, Dia Mundial de Ora&#231;&#227;o pelo Cuidado da Cria&#231;&#227;o, a 4 de outubro, Dia da Festa de S&#227;o Francisco de Assis, vamos viver o &#8220;Tempo da Cria&#231;&#227;o&#8221;, uma iniciativa ecum&#233;nica no seu d&#233;cimo ano de realiza&#231;&#227;o. A &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/a-ecologia-integral-reclama-educacao-e-conversao">Ler Mais</a> &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/a-ecologia-integral-reclama-educacao-e-conversao">Ler Mais</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p><!--raw--><br /><!--/raw--></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">De 1 de setembro, Dia Mundial de Ora&ccedil;&atilde;o pelo Cuidado da Cria&ccedil;&atilde;o, a 4 de outubro, Dia da Festa de S&atilde;o Francisco de Assis, vamos viver o &ldquo;Tempo da Cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;, uma iniciativa ecum&eacute;nica no seu d&eacute;cimo ano de realiza&ccedil;&atilde;o. A Mensagem deste ano foi desenvolvida por Le&atilde;o XIV, ainda sob o tema sugerido pelo Papa Francisco: &ldquo;Sementes de Paz e Esperan&ccedil;a&rdquo;. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Estamos mais, muito mais, que alertados, os estudos, as vozes e os documentos n&atilde;o faltam! O cuidar da cria&ccedil;&atilde;o, a justi&ccedil;a ambiental, o escutar com o cora&ccedil;&atilde;o os gritos da Terra e das v&iacute;timas das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e das cat&aacute;strofes ambientais, n&atilde;o s&atilde;o uma tarefa opcional, uma coisa secund&aacute;ria, um falar para n&atilde;o estar calado, um conceito abstrato, um objetivo distante. &Eacute; um dever, uma obriga&ccedil;&atilde;o, uma quest&atilde;o de justi&ccedil;a social, econ&oacute;mica e antropol&oacute;gica. &Eacute; uma exig&ecirc;ncia teol&oacute;gica, tem motiva&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e espirituais, &eacute; tamb&eacute;m uma quest&atilde;o de f&eacute; e de humanidade. N&atilde;o somos senhores da cria&ccedil;&atilde;o, somos criaturas, n&atilde;o somos seus propriet&aacute;rios ou donos, n&atilde;o somos seus ferozes dominadores, n&atilde;o estamos autorizados a saque&aacute;-la. A natureza n&atilde;o &eacute; um instrumento de troca, n&atilde;o &eacute; uma mercadoria negoci&aacute;vel, n&atilde;o &eacute; um campo de batalha a ver quem &eacute; que mais, egoisticamente, explora, pilha e usufrui dos seus recursos, penalizando as popula&ccedil;&otilde;es, minando a estabilidade social. N&atilde;o raro, os interesses encobertos por uma linguagem hip&oacute;crita e por um marketing prepotente e abusivo querem fazer crer que tudo &eacute; l&iacute;cito e natural, querem levar a opini&atilde;o p&uacute;blica a pensar que se trata de puro progresso, de oportunidades econ&oacute;micas e empresariais a n&atilde;o desperdi&ccedil;ar, de promo&ccedil;&atilde;o humana imperd&iacute;vel em favor dos que h&atilde;o de vir.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Esta car&iacute;cia de Deus que &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o, esta casa comum, este jardim do mundo, este manancial de encanto e rever&ecirc;ncia, esta continua revela&ccedil;&atilde;o do divino, esta linguagem do amor de Deus, este maravilhoso livro aberto &ldquo;cujas letras s&atilde;o representadas pela multid&atilde;o de criaturas presentes no universo&rdquo;, merece maior aten&ccedil;&atilde;o e dedica&ccedil;&atilde;o. Se a ecologia integral for cada vez mais acolhida e partilhada como caminho a seguir, &lsquo;muitas sementes de justi&ccedil;a podem germinar, contribuindo para a paz e a esperan&ccedil;a&rsquo;. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Para que isso aconte&ccedil;a, por&eacute;m, Le&atilde;o XIV diz-nos na sua Mensagem que, aliadas &agrave; ora&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o necess&aacute;rias vontades e a&ccedil;&otilde;es concretas, pois, em v&aacute;rias partes do mundo, j&aacute; &eacute; evidente que a nossa terra est&aacute; a cair na ru&iacute;na, continuando a aumentar a viola&ccedil;&atilde;o do direito internacional e dos direitos dos povos, o desflorestamento, a polui&ccedil;&atilde;o, a perda de biodiversidade, os fen&oacute;menos naturais extremos, a devasta&ccedil;&atilde;o humana e ecol&oacute;gica provocada pelos conflitos armados. J&aacute; S&atilde;o Paulo VI alertava que se &ldquo;os progressos cient&iacute;ficos mais extraordin&aacute;rios, as inven&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas mais assombrosas, o desenvolvimento econ&oacute;mico mais prodigioso, se n&atilde;o estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se necessariamente contra o homem&rdquo;. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Na Carta Enc&iacute;clica &lsquo;Laudato Si&rsquo; (cf. n.&ordm;s 20-22) lemos que existem formas de polui&ccedil;&atilde;o que afetam diariamente as pessoas. A exposi&ccedil;&atilde;o aos poluentes atmosf&eacute;ricos produz uma vasta gama de efeitos sobre a sa&uacute;de, particularmente dos mais pobres, e provocam milh&otilde;es de mortes prematuras. A isto vem juntar-se a polui&ccedil;&atilde;o causada pelo transporte, pelos fumos da ind&uacute;stria, pelas descargas de subst&acirc;ncias que contribuem para a acidifica&ccedil;&atilde;o do solo e da &aacute;gua, pelos fertilizantes, inseticidas, fungicidas, pesticidas e agrot&oacute;xicos em geral. Produzem-se anualmente centenas de milh&otilde;es de toneladas de res&iacute;duos, muitos deles n&atilde;o biodegrad&aacute;veis: res&iacute;duos dom&eacute;sticos e comerciais, detritos de demoli&ccedil;&otilde;es, res&iacute;duos cl&iacute;nicos, eletr&oacute;nicos e industriais, res&iacute;duos altamente t&oacute;xicos e radioativos. Esta nossa casa parece transformar-se cada vez mais num imenso dep&oacute;sito de lixo, esta cultura do descarte afeta os pr&oacute;prios seres humanos. Note-se, por exemplo, como a maior parte do papel produzido se desperdi&ccedil;a sem ser reciclado. Custa-nos a reconhecer que o funcionamento dos ecossistemas naturais &eacute; exemplar: as plantas sintetizam subst&acirc;ncias nutritivas que alimentam os herb&iacute;voros; estes, por sua vez, alimentam os carn&iacute;voros que fornecem significativas quantidades de res&iacute;duos org&acirc;nicos, que d&atilde;o origem a uma nova gera&ccedil;&atilde;o de vegetais. Ao contr&aacute;rio, o sistema industrial, no final do ciclo de produ&ccedil;&atilde;o e consumo, n&atilde;o desenvolveu a capacidade de absorver e reutilizar res&iacute;duos e esc&oacute;rias. Ainda n&atilde;o se conseguiu adotar um modelo circular de produ&ccedil;&atilde;o que assegure recursos para todos e para as gera&ccedil;&otilde;es futuras e que exige limitar, o mais poss&iacute;vel, o uso dos recursos n&atilde;o-renov&aacute;veis, moderando o seu consumo, maximizando a efici&ecirc;ncia no seu aproveitamento, reutilizando e reciclando-os. A resolu&ccedil;&atilde;o desta quest&atilde;o seria uma maneira de contrastar a cultura do descarte que acaba por danificar o planeta inteiro, mas nota-se que os progressos neste sentido s&atilde;o ainda muito escassos&rsquo;.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Antonino Dias</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Aptos, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Portalegre-Castelo Branco, 29-08-2025.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none">&nbsp;</span></span></span></span></span></span></span></p>
<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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		<title>DE PEREGRINOS EM ROMA À MISSÃO NA SERTÃ</title>
		<link>https://www.portalegre-castelobranco.pt/de-peregrinos-em-roma-a-missao-na-serta</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteudos]]></category>
		<category><![CDATA[Portalegre-Castelo Branco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os jovens s&#227;o assim, s&#227;o a paz em movimento mesmo que agitada. E mal vai quando assim n&#227;o &#233;, quando se recusam a tirar as pantufas e a saltar do sof&#225;, carentes que est&#227;o da vontade de conviver e agir, &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/de-peregrinos-em-roma-a-missao-na-serta">Ler Mais</a> &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/de-peregrinos-em-roma-a-missao-na-serta">Ler Mais</a></p>
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<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Os jovens s&atilde;o assim, s&atilde;o a paz em movimento mesmo que agitada. E mal vai quando assim n&atilde;o &eacute;, quando se recusam a tirar as pantufas e a saltar do sof&aacute;, carentes que est&atilde;o da vontade de conviver e agir, com alegria e proveito! Os que s&atilde;o jovens, os jovens sem essa morrinha de velhice velha, gostam de aventuras sadias, espreitam oportunidades, confiam, esperam, sabem-se encontrar e ser encontrados. Sentindo-se no mesmo barco, d&atilde;o as m&atilde;os para i&ccedil;ar, ajustar e orientar as velas para navegar segundo um imagin&aacute;rio sadio. Amarram e desamarram as espias do barco ao cabe&ccedil;o de amarra&ccedil;&atilde;o, ora para lhes dar firmeza em porto seguro, ora para lhes dar a liberdade de navegar no mar alto da vida. Sabem usar a &acirc;ncora para que o barco n&atilde;o ande ao sabor dos ventos tempestuosos ou adversos, perdendo o rumo, o tino e o destino. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Entre 30 e 40 jovens diocesanos, alguns que foram em peregrina&ccedil;&atilde;o a Roma, est&atilde;o em miss&atilde;o na zona da Sert&atilde;, com o quartel-general em Cernache do Bonjardim. Como j&aacute; o foi no ano passado, esta miss&atilde;o &eacute; feita em parceria com o &ldquo;Voluntariado Internacional de Educa&ccedil;&atilde;o &agrave; Solidariedade&rdquo; (Associa&ccedil;&atilde;o VIDES), um projeto europeu que reclama alguns procedimentos. Parab&eacute;ns a eles, a elas, a seus pais, &agrave;s par&oacute;quias da sua origem e a quem promove, coordena, apoia e abre as portas a esta Miss&atilde;o Jovem 2025! Parab&eacute;ns e obrigado pelo testemunho de todos! </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Sabemos que cada um dos participantes &eacute; cada qual. Todos iguais em dignidade mas todos diferentes na forma de ser e estar. Ningu&eacute;m &eacute; ou pode ser em vez do outro, cada um &eacute; o original e n&atilde;o deve aspirar a ser fotoc&oacute;pia de algu&eacute;m, como afirmava Carlo Acutis. Somos criados &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a de Deus e Deus &eacute; um s&oacute;, &eacute; &uacute;nico, cada um de n&oacute;s &eacute; &uacute;nico e senhor do seu nariz e das suas orelhas. Mas tamb&eacute;m somos seres de rela&ccedil;&atilde;o, seres sociais. Fomos criados &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a de Deus e Deus &eacute; rela&ccedil;&atilde;o, &eacute; comunidade, &eacute; fam&iacute;lia, &eacute; uma realidade dial&oacute;gica. Nascemos filhos de uma rela&ccedil;&atilde;o e crescemos em rela&ccedil;&atilde;o com os outros, numa cultura que nos faz compreender a n&oacute;s mesmos e nos ajuda a interpretar o mundo e a fazer escolhas pautados por valores e verdade: isso foi lembrado pelo Papa no Jubileu dos jovens, como resposta &agrave;s perguntas de Dulce, mexicana, de Gaia, italiana, e de Will, dos Estados Unidos. E neste processo, cruzamos com </span></span></span><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">pessoas e institui&ccedil;&otilde;es que nos ajudam a formar a nossa consci&ecirc;ncia, fazem parte da nossa vida, s&atilde;o bondosas connosco, ouvem-nos com amor e at&eacute; ao fim, ajudam-nos a crescer na bondade e na verdade, ensinam-nos a viver e a conviver saudavelmente, trocando conhecimentos, partilhando expectativas, dialogando atrav&eacute;s da arte, da f&eacute;, da m&uacute;sica, do lazer, da inform&aacute;tica, da cultura, do desporto, de iniciativas saud&aacute;veis, do que for. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Embora sejam excelentes no campo da informa&ccedil;&atilde;o e do saber, do encontro e do di&aacute;logo, do interc&acirc;mbio e da proximidade, n&atilde;o podemos aceitar que sejam as redes sociais a formatar a nossa maneira de estar. N&atilde;o podemos permitir que nos fa&ccedil;am adormecer ou nos tornem dependentes, confusos, inst&aacute;veis, como afirmava o Papa Francisco. N&atilde;o s&atilde;o elas que nos devem dizer o que devemos ser, ver, pensar e agir, tampouco s&atilde;o elas quem nos deve dizer quais devem ser os nossos amigos. Conforme se ouviu na Vig&iacute;lia do Jubileu dos jovens, em 2 de agosto, qualquer pessoa deseja uma vida com sentido, mas nem sempre &eacute; f&aacute;cil de encontrar, como f&aacute;cil n&atilde;o &eacute; encontrar uma amizade aut&ecirc;ntica que nos apoie a desbravar o caminho, para que, com aquela esperan&ccedil;a que n&atilde;o engana, sejamos capazes de descolar e voar em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; verdade que n&atilde;o dececiona, &agrave; beleza que n&atilde;o passa. Quando as nossas amizades refletem um intenso v&iacute;nculo com Jesus &ndash; o Amigo por excel&ecirc;ncia e que nunca falha! -, tornam-se certamente amizades sinceras, generosas e verdadeiras, ajudando-nos a viver o presente construindo o futuro. A este prop&oacute;sito, Le&atilde;o XIV recordou aos jovens as palavras sempre atuais e atuantes que S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II havia dito, naquele mesmo lugar, h&aacute; 25 anos, em 2000, aos jovens de ent&atilde;o, os quais s&atilde;o os pais de hoje, alguns j&aacute; av&oacute;s: &ldquo;&eacute; Jesus quem buscais quando sonhais a felicidade; &eacute; Ele quem vos espera, quando nada do que encontrais vos satisfaz; Ele &eacute; a beleza que tanto vos atrai; &eacute; Ele quem vos provoca com aquela sede de radicalidade que n&atilde;o vos deixa ceder a compromissos; &eacute; Ele quem vos impele a depor as m&aacute;scaras que tornam a vida falsa; &eacute; Ele quem vos l&ecirc; no cora&ccedil;&atilde;o as decis&otilde;es mais verdadeiras que outros quereriam sufocar&rdquo;.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Por entre sonhos, esperan&ccedil;as, atra&ccedil;&atilde;o pelo bem e pelo belo e por entre d&uacute;vidas, incertezas e um certo medo do futuro, o jovem sente necessidade de fazer escolhas. Entende que n&atilde;o pode adiar nem ficar paralisado. Tem de decidir, mesmo que isso o fa&ccedil;a sofrer. E tamb&eacute;m sabe que escolher &lsquo;isto&rsquo; significa renunciar &lsquo;&agrave;quilo&rsquo;, mesmo que &lsquo;aquilo&rsquo; tamb&eacute;m seja bom e agrad&aacute;vel. E se &eacute; certo que ningu&eacute;m pode ficar como &lsquo;o tolo no meio da ponte&rsquo;, tolhido com medo de discernir, decidir e arriscar, tamb&eacute;m &eacute; verdade que n&atilde;o deve optar por ficar com um p&eacute; dentro e outro fora, com um p&eacute; a caminhar pelo passeio e outro pela rua, a manquejar. Ficar dividido, optando por um bocadinho &lsquo;disto&rsquo; e outro bocadinho &lsquo;daquilo&rsquo;, recusando dar-se totalmente ao que lhe dar&aacute; verdadeiro sentido &agrave; vida, n&atilde;o &eacute; bom, mais tarde ou mais cedo chegar&aacute; a frustra&ccedil;&atilde;o. H&aacute; escolhas que n&atilde;o admitem ambiguidades destas, s&atilde;o</span></span></span><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black"> estruturantes da vida, reclamam exclusividade e dedica&ccedil;&atilde;o total. E ser&aacute; na fidelidade a essas primeiras escolhas e para a sua melhor concretiza&ccedil;&atilde;o, que se far&atilde;o muitas outras escolhas ao longo da vida, seja essa primeira escolha o matrim&oacute;nio, o minist&eacute;rio ordenado, a vida consagrada ou mesmo outra op&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel de dedica&ccedil;&atilde;o aos outros, se se entende que n&atilde;o se tem voca&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio, para o minist&eacute;rio ordenado ou para a vida consagrada. S&oacute; a plena doa&ccedil;&atilde;o a essa primeira escolha sonhada, refletida, rezada, discernida e assumida com alegria, mesmo que vivida no meio de algumas tristezas e fracassos, &eacute; que gera a felicidade e a capacidade de tudo enfrentar para chegar &agrave; meta. Isso &eacute; construir sobre a rocha, sobre aquele amor &nbsp;que renova todas as coisas, que &ldquo;n&atilde;o nos tira nenhum bem mas nos leva sempre ao melhor&rdquo;. Esta &eacute; a esperan&ccedil;a que n&atilde;o engana e nos leva a ter coragem de fazer escolhas radicais e com sentido, enriquecendo-as com tudo o mais que a vida nos oferece de bom e de que sejamos capazes de usufruir e desenvolver. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="line-height:normal"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style=", serif"><span style="color:black">Se a escolha por excel&ecirc;ncia &eacute; a decis&atilde;o sobre a pr&oacute;pria vida, termino com a pergunta do Papa Le&atilde;o XIV dirigida a cada jovem que se preze de o ser e onde quer que se encontre, mesmo que seja na Sert&atilde; ou em qualquer cantinho desta nossa Diocese: &ldquo;que homem queres ser? Que mulher queres ser?&rdquo;. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style="color:black">Antonino Dias</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style="color:black">Portalegre-Castelo Branco, 22-08-2025.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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		<title>AS CRIANÇAS NÃO SÃO CIGARRO DE AFIRMAÇÃO</title>
		<link>https://www.portalegre-castelobranco.pt/as-criancas-nao-sao-cigarro-de-afirmacao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteudos]]></category>
		<category><![CDATA[Portalegre-Castelo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>H&#225; quem fume para se afirmar, buscando aten&#231;&#227;o, identidade, influ&#234;ncia social, integra&#231;&#227;o&#8230;. Diz quem sabe que s&#227;o sobretudo os adolescentes quem mais deita m&#227;o dessa arma. Mas pode tornar-se mort&#237;fera, sobretudo se quem a usa se deixa deslizar para o &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/as-criancas-nao-sao-cigarro-de-afirmacao">Ler Mais</a> &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/as-criancas-nao-sao-cigarro-de-afirmacao">Ler Mais</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[</p>
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<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style="color:black">H&aacute; quem fume para se afirmar, buscando aten&ccedil;&atilde;o, identidade, influ&ecirc;ncia social, integra&ccedil;&atilde;o&#8230;. Diz quem sabe que s&atilde;o sobretudo os adolescentes quem mais deita m&atilde;o dessa arma. Mas pode tornar-se mort&iacute;fera, sobretudo se quem a usa se deixa deslizar para o v&iacute;cio, ignorando os seus malef&iacute;cios para a sa&uacute;de do corpo e da carteira, bem como, em muitos casos, para o desequil&iacute;brio dos parcos or&ccedil;amentos familiares. No entanto, a meu ver, v&atilde;o surgindo outras formas de afirma&ccedil;&atilde;o mais dif&iacute;ceis de interpretar. S&atilde;o pouco estudadas nas suas causas, acho eu, muito menos nos seus efeitos, mesmo que poss&iacute;veis pela ci&ecirc;ncia e permitidas pelas leis. As leis dizem-nos se um ato &eacute; legal ou ilegal. O que &eacute; legal, por&eacute;m, nem sempre &eacute; l&iacute;cito ou moral, at&eacute; pode ser eticamente reprov&aacute;vel. Por outro lado, a experi&ecirc;ncia da vida, o peso da idade, os cabelos brancos e a ferrugem das dobradi&ccedil;as a afastar cada vez mais os p&eacute;s para os enfiar nas meias e cal&ccedil;ar os sapatos, fazem olhar para certas novidades com pouco entusiasmo. Muito mais quando se foi educado e passou a vida a viver e a ensinar a viver noutros padr&otilde;es, com respeito absoluto pela dignidade humana, sobretudo dos mais fr&aacute;geis. Seja como for, h&aacute; que dar aten&ccedil;&atilde;o a tais &lsquo;modernices&rsquo;, com paci&ecirc;ncia, com ternura e esperan&ccedil;a, com dignidade, mesmo que com alguma dor. N&atilde;o se pode perder o tino nem as estribeiras, mesmo que alguns espinoteiem com gana de partir a loi&ccedil;a!</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style="color:black">Ora, antes que anoite&ccedil;a, acompanhe-me, por favor, por esta cangosta adiante. Duas mulheres juntaram-se civilmente. Uma delas recorreu ao Banco de Esperma para ter uma crian&ccedil;a. O &oacute;vulo que ela forneceu foi fecundado em laborat&oacute;rio com o s&eacute;men de um doador, n&atilde;o sei se identificado se inc&oacute;gnito. Depois, o embri&atilde;o foi transferido para o &uacute;tero da sua companheira, sendo esta a que engravidou e deu &agrave; luz. Se a primeira &eacute; a m&atilde;e gen&eacute;tica, esta, a segunda, ao receber os &oacute;vulos da outra, torna-se em m&atilde;e substituta ou de aluguer. Em Portugal, &eacute; permitido que a crian&ccedil;a fique com duas m&atilde;es biol&oacute;gicas quando ambas participam da gera&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. A crian&ccedil;a foi pois registada no civil com duas m&atilde;es, passando a ser considerada filha biol&oacute;gica de ambas, embora s&oacute; tenha o adn da m&atilde;e que forneceu os &oacute;vulos e do doador do s&eacute;men. &Eacute; vontade das duas mulheres que a crian&ccedil;a fa&ccedil;a caminho integrada na Igreja, querendo agora batiz&aacute;-la. Noutra diocese, l&aacute; na par&oacute;quia onde possivelmente residem, a crian&ccedil;a n&atilde;o foi batizada. Como tem ascendentes algures por outras bandas, querem agora batiz&aacute;-la l&aacute;, uma forma de agir bastante comum, muitas vezes na tentativa de furar esquemas. N&atilde;o pondo em quest&atilde;o a crian&ccedil;a, pois n&atilde;o tem culpa de tal situa&ccedil;&atilde;o, o respons&aacute;vel pastoral, sabendo que a crian&ccedil;a n&atilde;o fora batizada na sua terra, perguntou como agir, inclusive como fazer o respetivo registo paroquial no caso de haver Batismo. S&atilde;o, pois, duas quest&otilde;es: se a crian&ccedil;a deve ser batizada apesar de n&atilde;o o ter sido l&aacute; onde vive, e se, no Assento do Batismo, devem constar as duas m&atilde;es. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style="color:black">Ora, quanto ao Batismo da crian&ccedil;a, a Igreja sempre deixou a quest&atilde;o em aberto, deixando-a &agrave; responsabilidade dos agentes da pastoral. Apenas lhes diz o que sempre lhes disse, inclusive quando se tratava ou trata de filhos de pessoas n&atilde;o casadas: &ldquo;para que a crian&ccedil;a seja batizada, deve haver uma esperan&ccedil;a fundada de que ser&aacute; educada na religi&atilde;o cat&oacute;lica&rdquo;. Talvez fosse a falta desta &lsquo;esperan&ccedil;a fundada&rsquo; que levou os agentes da pastoral da terra onde vivem a adiar o Batismo da crian&ccedil;a. Se quem prepara e batiza precisa desta &lsquo;esperan&ccedil;a fundada&rsquo;, n&atilde;o lhe bastar&aacute; que algu&eacute;m o diga, &eacute; preciso que o testemunhe. Coisa, ali&aacute;s, nem sempre f&aacute;cil de avaliar e discernir. Infelizmente, muitos pais e padrinhos mentem &agrave; Igreja. Querem ser exce&ccedil;&atilde;o, ao ponto de at&eacute; j&aacute; ter acontecido de algu&eacute;m apresentar, para padrinhos, pessoas que nem batizadas s&atilde;o. E n&atilde;o s&oacute; ficam de consci&ecirc;ncia tranquila, como, por vezes, manifestam orgulho por terem ludibriado os agentes da pastoral e as normas que deveriam cumprir. N&atilde;o &eacute;, por&eacute;m, aos agentes de pastoral que eles mentem. Eles mentem &agrave; Igreja, o que &eacute; bem mais s&eacute;rio.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style="color:black">Sobre como fazer o Assento do Batismo, nunca houve uma resposta clara. Anda muito p&oacute; no ar &agrave; espera de assentar para se vassourar o que deve ser varrido. Num ou noutro pa&iacute;s, por&eacute;m, e segundo a opini&atilde;o de alguns peritos nessas &aacute;reas, como estes casos v&atilde;o sendo mais frequentes e s&atilde;o precisas orienta&ccedil;&otilde;es, a Igreja, em fidelidade &agrave; sua doutrina, tem assumido que, no Assento do Batismo, nunca se deve escrever o nome de dois pais ou de duas m&atilde;es do mesmo sexo. &Eacute; certo que n&atilde;o s&atilde;o estas quest&otilde;es as que verdadeiramente interessam &agrave; pastoral, &eacute; verdade, mas s&atilde;o reais e criam tens&atilde;o. Sabendo eu que uma resposta precipitada ou mal dada, logo se espalharia e poderia fazer doutrina, entendi que deveria partilhar com algu&eacute;m a quest&atilde;o e perguntar-lhe o que &eacute; que ele entenderia, pois at&eacute; poderia ter havido algum pronunciamento superior e eu dele n&atilde;o me ter apercebido. Soube depois que essa pessoa a quem perguntei, mui capaz e com elevadas responsabilidades e compet&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m com as suas d&uacute;vidas, fez chegar a quest&atilde;o ao n&iacute;vel mais alto, aguardando-se ainda a resposta. Tudo isto leva a crer que a quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; assim t&atilde;o f&aacute;cil e linear. Costuma dizer-se que a prud&ecirc;ncia e os caldos de galinha nunca fizeram mal a ningu&eacute;m. E como o leitor sabe, na Igreja, nestes casos e noutros semelhantes, se h&aacute; princ&iacute;pios tamb&eacute;m h&aacute; sensibilidades e sensibilidades. Enquanto uns, querendo ser mais papistas que o Papa, passam orgulhosamente para al&eacute;m da taprobana, insinuando que foi o Papa quem disse aquilo que eles gostariam que o Papa tivesse dito, mas, de facto, n&atilde;o o disse, outros h&aacute; que, pelo facto de o Papa ter dito o que disse e disso n&atilde;o gostarem, preferem rasgar as vestes, vestir-se de saco e sentar-se na cinza, rezingando, n&atilde;o pelo calor das brasas que lhe aquecem as cal&ccedil;as, mas pela frieza de cora&ccedil;&atilde;o e grave hiponatremia! Como veem, h&aacute; perguntas cuja resposta &eacute; dif&iacute;cil, e, seja ela qual for, nunca agradar&aacute; a todos. S&oacute; o Vasquinho da Anatomia &eacute; que, finalmente, com garbo e grande aplauso, conseguiu agradar &agrave;s babosas tias sempre ludibriadas, aos colegas e fadistas da vida airada, ao embasbacado j&uacute;ri do exame de medicina e ao audit&oacute;rio presente na sala onde ele cacarejou sabedoria m&eacute;dica aos molhos, terminando a responder que o principal m&uacute;sculo flexor do pesco&ccedil;o era &ldquo;o esternocleidomast&oacute;ideo&hellip;&rdquo;.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style="color:black">Embora todos desejemos que estas crian&ccedil;as cheguem ao n&iacute;vel mais alto no campo da cultura e do bem estar pessoal e social, h&aacute; muitas perguntas que, embora se possam colocar perante qualquer crian&ccedil;a que nas&ccedil;a, aqui, nestes casos, s&atilde;o muito mais pertinentes e abundantes. Os direitos inalien&aacute;veis das crian&ccedil;as n&atilde;o podem ser esquecidos por quem, porventura, delas se queira servir para se afirmar, pessoal, ideol&oacute;gica ou politicamente. E embora sejam contas doutro ros&aacute;rio, acho at&eacute; que nem a legisla&ccedil;&atilde;o laboral portuguesa contempla os direitos e deveres relacionados com esta complexa parentalidade a tr&ecirc;s. Neste tempo de tantas perce&ccedil;&otilde;es fulgurosas, esta &eacute; a minha perce&ccedil;&atilde;o, ali&aacute;s, aliada tamb&eacute;m ao direito da minha liberdade de express&atilde;o! ihihihih&#8230;</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style="color:black">Antonino Dias</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt"><span style="color:black">Portalegre-Castelo Branco, 08-08-2025.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify">&nbsp;</p>
<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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		<title>OS PARTIDOS TAMBÉM EXCOMUNGAM!&#8230;ihihihihih</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteudos]]></category>
		<category><![CDATA[Portalegre-Castelo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Devido ao t&#237;tulo, j&#225; sei que me vai ler. Fico feliz por isso, mesmo que n&#227;o goste e me mande &#224; fava! Essa &#233; a miss&#227;o do t&#237;tulo: n&#227;o satisfazer o leitor com um mero olhar, mas espevitar-lhe a curiosidade, &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/os-partidos-tambem-excomungam-ihihihihih">Ler Mais</a> &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/os-partidos-tambem-excomungam-ihihihihih">Ler Mais</a></p>
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<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt">Devido ao t&iacute;tulo, j&aacute; sei que me vai ler. Fico feliz por isso, mesmo que n&atilde;o goste e me mande &agrave; fava! Essa &eacute; a miss&atilde;o do t&iacute;tulo: n&atilde;o satisfazer o leitor com um mero olhar, mas espevitar-lhe a curiosidade, aquela curiosidade que nunca matou o gato. E sabe o que &eacute; excomungar? &Eacute; isso mesmo, &eacute; afastar da comunh&atilde;o, &eacute; excluir, &eacute; expulsar algu&eacute;m de uma comunidade, associa&ccedil;&atilde;o, institui&ccedil;&atilde;o ou grupo, devido aos seus desvios comportamentais, doutrinais ou edeol&oacute;gicos em rela&ccedil;&atilde;o a essa entidade. Hoje, infelizmente, com grande sofrimento para quem, sem qualquer esp&eacute;cie de culpa, apanha por tabela, vivemos num tempo de muitos Ex. D&aacute; a impress&atilde;o de que muitos Ex acontecem s&oacute; porque sim, por d&aacute; c&aacute; aquela palha, &eacute; in! </span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt">Quando a Igreja, devido a mat&eacute;ria grave, e p&uacute;blica, afasta algu&eacute;m da comunh&atilde;o e da participa&ccedil;&atilde;o em determinados bens espirituais, &eacute; considerada discriminat&oacute;ria, retr&oacute;grada, sem sentido, medieval, segregacionista, uma coisa do dem&oacute;nio mais chifrudo que se possa imaginar. E esta pena, na Igreja, &eacute; o &uacute;ltimo recurso, s&oacute; acontece quando se esgotam todos os outros instrumentos poss&iacute;veis e imagin&aacute;rios, de &acirc;mbito pastoral e jur&iacute;dico, tendo sempre em conta o bem do pr&oacute;prio culp&aacute;vel e a integridade espiritual e moral da Igreja. N&atilde;o se trata tanto de expulsar, mas de chamar &agrave; raz&atilde;o. At&eacute; porque a comunh&atilde;o da pessoa com a Igreja tem uma raiz ontol&oacute;gica que nunca se perde, ningu&eacute;m lha pode tirar, radica no Batismo. O Batismo imprime car&aacute;cter, n&atilde;o se repete, n&atilde;o se pode apagar nem safar, mesmo que algu&eacute;m pe&ccedil;a para o riscar dos livros, como &agrave;s vezes acontece. H&aacute;, por&eacute;m, uma dimens&atilde;o m&iacute;stica ou sobrenatural e uma dimens&atilde;o jur&iacute;dica que podem perder-se. A m&iacute;stica perde-se, em parte, pelo pecado e, plenamente, com a perda da f&eacute;. A jur&iacute;dica, aquela que une o fiel com a Igreja enquanto sociedade vis&iacute;vel, com direitos e obriga&ccedil;&otilde;es, perde-se mediante um ato constitutivo da leg&iacute;tima autoridade que o priva de certos direitos. &Eacute; sobre esta comunh&atilde;o jur&iacute;dica que pode recair a pena de excomunh&atilde;o. Tamb&eacute;m h&aacute; determinados atos que, para al&eacute;m de pecado, s&atilde;o crime. Quem os comete, autoexclui-se da comunh&atilde;o eclesial, excomunga-se a si pr&oacute;prio, mesmo que n&atilde;o exista uma declara&ccedil;&atilde;o escrita por parte da autoridade da Igreja. &Eacute; o caso, por exemplo, de quem pratica voluntariamente um aborto ou colabora para que ele aconte&ccedil;a, &eacute; o caso da profana&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, da absolvi&ccedil;&atilde;o do c&uacute;mplice, da viola&ccedil;&atilde;o do sigilo sacramental, do fingir ser padre, &lsquo;celebrando&rsquo; missa ou ouvindo de confiss&atilde;o, etc. etc. Se se quiser reintegrar, a pessoa tem de fazer caminho, sendo sempre acolhida, animada e ajudada a que o fa&ccedil;a, com determina&ccedil;&atilde;o e esperan&ccedil;a. Atenda-se, por&eacute;m, que &eacute; o delito, o crime, que est&aacute; em causa, n&atilde;o o pecado. Pecado e crime s&atilde;o duas realidades distintas. O pecado &eacute; uma falta contra a raz&atilde;o, a verdade, a consci&ecirc;ncia reta, &eacute; uma falta de amor a Deus e ao pr&oacute;ximo, fere a natureza do homem e a solidariedade humana. O crime &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o, uma infra&ccedil;&atilde;o sujeita &agrave;s penas da Lei penal, tem uma pena anexa. Se todo o crime pode ser pecado, nem todo o pecado &eacute; crime. A gravidade de ambos tamb&eacute;m depende da consci&ecirc;ncia e circunst&acirc;ncias de cada um. O pecado &eacute; perdoado por quem tem a faculdade de o perdoar em nome de Cristo e da Igreja, desde que haja arrependimento, prop&oacute;sito de emenda e estejam terminadas as penas, se penas houver. A aplica&ccedil;&atilde;o destas &lsquo;penas medicinais&rsquo; por parte da Igreja, que &eacute; m&atilde;e, perita em humanidade e quer o bem dos seus filhos, quando acontece nem sempre &eacute; compreendida por todos, escandaliza uns e mete medo a outros. Paci&ecirc;ncia!</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt">Os Partidos pol&iacute;ticos, por&eacute;m, tamb&eacute;m excomungam, apesar das li&ccedil;&otilde;es de inclus&atilde;o e de democracia interna que sempre gostam de exibir e dar! Quando algum dos seus membros cospe fora do caco, tamb&eacute;m usam a pena de excomunh&atilde;o, afastam-no da comunh&atilde;o. Expulsam-no das suas fileiras por n&atilde;o alinhar com os seus princ&iacute;pios e modos de proceder. Com grande estrondo e alarido, mandam-no &agrave;s malvas ou a pentear macacos. N&atilde;o raro, deixando transparecer um certo ar de al&iacute;vio e de desamor, aplaudindo o momento em que estas pessoas se p&otilde;em realmente ao fresco, ficando at&eacute; os n&atilde;o crentes do Partido a &lsquo;rezar&rsquo; para que nem o diabo deles se lembre. Coisa que, ali&aacute;s, alguns peritos da comunica&ccedil;&atilde;o social, na sua fun&ccedil;&atilde;o de mosca impertinente, n&atilde;o permitem que isso aconte&ccedil;a. Repetem-no &agrave; saciedade, picando os miolos de uns e de outros e saciando o seu apetite de alguma maledic&ecirc;ncia, n&atilde;o raro, em literatura de cordel. Mas tamb&eacute;m &eacute; certo que alguns membros dos partidos se auto excluem do mesmo. Se o Partido n&atilde;o muda, mudam eles, e pronto, ponto. N&atilde;o sabendo n&oacute;s se &eacute; na busca de carreirismo noutros partidos, j&aacute; que o pr&oacute;prio n&atilde;o olha com aten&ccedil;&atilde;o para o seu incompar&aacute;vel talento, se &eacute; por se sentir com uma superioridade moral e intelectual mui triste e amarfanhada por aquelas bandas, se apenas &eacute; para se ver livre daquela morrinha que lhe faz formigueiro nos movimentos perist&aacute;lticos. S&atilde;o raz&otilde;es que a raz&atilde;o nem sempre &eacute; capaz de entender, embora todos saibamos que sempre houve canas agitadas pelos ventos: ora dobrando para a esquerda, ora para a direita, ora para o centro, ora para os lados em que os ventos levam os inc&ecirc;ndios do cora&ccedil;&atilde;o! </span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt">Depois do 25 de abril andaram muito em voga os vira-casacas. Ali&aacute;s, sem grande corte e alfaiataria pouco emp&aacute;tica. Era uma estrat&eacute;gia de sobreviv&ecirc;ncia social para n&atilde;o serem chamados fascistas, retr&oacute;grados ou n&atilde;o serem perseguidos pelos puros, pur&iacute;ssimos, pelos donos da Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos dos quais alguns pelejavam por partir os dentes &agrave; rea&ccedil;&atilde;o mesmo que dentes n&atilde;o tivesse e reacion&aacute;rios n&atilde;o fossem. </span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt">Acreditamos que os Partidos pol&iacute;ticos tamb&eacute;m est&atilde;o abertos a &lsquo;todos, todos, todos&rsquo; sob a bandeira da sua alta defini&ccedil;&atilde;o de inclus&atilde;o. Quanta mais gente filiada e mais fervorosa, sem fanatismos, melhor. No entanto, n&atilde;o confundem este estar aberto a &lsquo;todos, todos, todos&rsquo;, com o ter de aceitar &lsquo;tudo, tudo, tudo&rsquo;, engolindo sapos, cobras, lagartos e saramelas. Embora o esp&iacute;rito cr&iacute;tico e a diversidade seja uma mais-valia para a constru&ccedil;&atilde;o da unidade bela dum partido, h&aacute; valores e princ&iacute;pios que todos devem respeitar. No entanto, nesse ato de excluir da comunh&atilde;o, de excomungar, os partidos pol&iacute;ticos puxam pelo engenho e arte para esclarecer, com a ternura pr&oacute;pria do seu pio paren&eacute;tico, que foi um ato de lisura, de transpar&ecirc;ncia, de coer&ecirc;ncia pol&iacute;tica e partid&aacute;ria, de purifica&ccedil;&atilde;o, de purga exemplar. Sabemos, por&eacute;m, que, em muitas situa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o &eacute; preciso expulsar para impor uma certa cultura sect&aacute;ria. Basta fazer desaparecer o esp&iacute;rito cr&iacute;tico e a capacidade de renova&ccedil;&atilde;o e de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s novas exig&ecirc;ncias, mesmo que elas possam surgir em fidelidade aos valores e princ&iacute;pios fundacionais.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt">Quando da Igreja se trata, por&eacute;m, muita gente acha que a Igreja, sendo enviada a todo o mundo para evangelizar e acolher &lsquo;todos, todos, todos&rsquo;, tem o dever de entender que este &lsquo;todos, todos, todos&rsquo; &eacute; sentir-se na obriga&ccedil;&atilde;o de aceitar tudo, tudo, tudo quanto alguns pensam, fazem, vivem, dizem, reivindicam e propagam. Ora, a Igreja existe precisamente para evangelizar e dizer a todos que nem tudo &eacute; igual a tudo, n&atilde;o &eacute; tanto faz&#8230; </span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt">As pessoas amam-se e acolhem-se, sem preconceitos e sempre, na sua igualdade e diferen&ccedil;a, com m&uacute;tua aten&ccedil;&atilde;o, escuta e respeito. As ideias e erros, por&eacute;m, discutem-se com fair play, esclarecem-se com di&aacute;logo sincero, tratam-se com delicadeza na certeza de que s&oacute; a verdade nos libertar&aacute; e &eacute; conversando que as pessoas se entendem. </span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt">Antonino Dias</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="font-size:medium"><span style=", serif"><span style="color:#000000"><span style="font-style:normal"><span style="font-weight:400"><span><span style="text-decoration:none"><span style="font-size:11pt">Portalegre-Castelo Branco, 01-08-2025.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify">&nbsp;</p>
<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">Antonino Dias</p>
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