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	<title>Missa do Galo &#8211; Portalegre-Castelo Branco</title>
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	<title>Missa do Galo &#8211; Portalegre-Castelo Branco</title>
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		<title>Missa do Galo -Natal de 2018</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Dec 2018 00:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1024" height="408" src="https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1024x408.png" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" loading="lazy" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" srcset="https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1024x408.png 1024w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-300x119.png 300w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-25x10.png 25w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-201x80.png 201w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-394x157.png 394w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-915x364.png 915w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1240x494.png 1240w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2.png 1281w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1024x408@2x.png 2048w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-300x119@2x.png 600w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-25x10@2x.png 50w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-201x80@2x.png 402w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-394x157@2x.png 788w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-915x364@2x.png 1830w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1240x494@2x.png 2480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />“Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que visitou e redimiu o Seu povo e nos deu um Salvador poderoso, na casa de David, seu servo”, assim profetizou Zacarias, cheio do Espírito Santo (Lc 1, 67). &#8230; <a href="https://www.portalegre-castelobranco.pt/missa-do-galo-natal-de-2018">Ler Mais</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="408" src="https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1024x408.png" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" loading="lazy" style="float:left; margin:0 15px 15px 0;" srcset="https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1024x408.png 1024w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-300x119.png 300w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-25x10.png 25w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-201x80.png 201w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-394x157.png 394w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-915x364.png 915w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1240x494.png 1240w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2.png 1281w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1024x408@2x.png 2048w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-300x119@2x.png 600w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-25x10@2x.png 50w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-201x80@2x.png 402w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-394x157@2x.png 788w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-915x364@2x.png 1830w, https://www.portalegre-castelobranco.pt/wp-content/uploads/2018/12/homilias-2-1240x494@2x.png 2480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p><!--raw--><br /><!--/raw--><em><q>“Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que visitou e redimiu o Seu povo e nos deu um Salvador poderoso, na casa de David, seu servo”, assim profetizou Zacarias, cheio do Espírito Santo (Lc 1, 67). </em></q><!--raw--><br /><!--/raw--></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Hoje nasceu Jesus Cristo. Hoje apareceu o Salvador. Hoje na terra cantam os Anjos e alegram-se os Arcanjos. Hoje exultam de alegria os justos, dizendo: Gl&oacute;ria a Deus nas alturas.</p>
<p>Estamos aqui em presen&ccedil;a do hoje da liturgia, o hoje sacramental, o hoje em que os sinais sacramentais de que se comp&otilde;e a celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica, toda ela de ordem simb&oacute;lica, estabelecem a nossa participa&ccedil;&atilde;o na realidade intemporal que &eacute; o mist&eacute;rio de Cristo Pascal. O que nasceu para n&oacute;s, morreu por n&oacute;s e ressuscitou para nossa justifica&ccedil;&atilde;o (Rom 4, 25), est&aacute; vivo para sempre junto do Pai&rdquo;, agora tamb&eacute;m como homem. Intercede por n&oacute;s e est&aacute; presente nos sinais sacramentais. As palavras, os ritos, as coisas que usamos na celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica s&atilde;o agora os meios de que dispomos para proclamar a nossa f&eacute; nos atos salv&iacute;ficos do Salvador e neles poder participar. Por meio deles, unimo-nos a Cristo. Por Cristo, damos gl&oacute;ria ao Pai e d&rsquo;Ele recebemos o dom do Esp&iacute;rito Santificador.</p>
<p>Hoje, isto &eacute;, quando celebramos o mist&eacute;rio do Natal do Senhor, &ldquo;nas palavras que escutamos, naquelas que dizemos ou cantamos, e sobretudo na Eucaristia que celebramos, hoje participamos verdadeiramente nesse mist&eacute;rio da Alian&ccedil;a e da comunh&atilde;o com o Pai no Esp&iacute;rito Santo&rdquo;.</p>
<p>Sabemos que o Natal, &ldquo;como todos os factos da vida do Senhor, enquanto acontecimentos hist&oacute;ricos, pertencem ao passado e n&atilde;o se repetem; mas o mist&eacute;rio de salva&ccedil;&atilde;o que eles significam, a alian&ccedil;a que eles nos alcan&ccedil;aram e nos oferecem, &eacute; perp&eacute;tuo, e nele entramos pela f&eacute; e pelos sacramentos da f&eacute; e por todos os sinais de que usamos nas a&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas. Por isso, as a&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas n&atilde;o s&atilde;o &ldquo;cerim&oacute;nias&rdquo; puramente evocativas e, menos ainda, encena&ccedil;&otilde;es de espet&aacute;culo, mas s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es salv&iacute;ficas, como sinais que s&atilde;o da pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o de Jesus Cristo&rdquo;(cf. Jos&eacute; Ferreira, A Celebra&ccedil;&atilde;o do Mist&eacute;rio do Natal, SNL, p&aacute;g. 106-107).</p>
<p>E o que celebramos n&atilde;o &eacute; apenas um facto, embora grandioso. &ldquo;&Eacute; uma hist&oacute;ria inteira, um des&iacute;gnio que atravessa os s&eacute;culos, engloba eventos diversos e distantes, felizes e desditosos, que descrevem a forma&ccedil;&atilde;o de um povo e, sobretudo, a forma&ccedil;&atilde;o, dentro do mesmo (povo), de uma consci&ecirc;ncia carater&iacute;stica e &uacute;nica &ndash; (a consci&ecirc;ncia) de uma elei&ccedil;&atilde;o, de uma voca&ccedil;&atilde;o, de uma promessa, de um destino, de um homem singular e soberano, de um Rei e de um Salvador: &eacute; a consci&ecirc;ncia messi&acirc;nica&rdquo;. O Natal constitui assim um ponto de chegada. Determina, no passar dos s&eacute;culos, o momento decisivo da realiza&ccedil;&atilde;o do plano divino que esteve sempre presente na atribulada hist&oacute;ria humana. Indica a plenitude do tempo de que fala S&atilde;o Paulo. Torna realidade a long&iacute;nqua profecia de Isa&iacute;as: &ldquo;Eis que um menino nasceu para n&oacute;s, um filho nos foi dado, que tem a soberania sobre os Seus ombros, o qual se chamar&aacute; Conselheiro Admir&aacute;vel, Deus forte, Pai eterno, Pr&iacute;ncipe da paz&rdquo; (Is 9, 6-7). Sobre este <u>Menino Jesus de Bel&eacute;m</u>, de facto, &ldquo;funda-se toda a tradi&ccedil;&atilde;o transcendente, de que o Povo de Israel era portador&rdquo;. Ele &ldquo;&eacute; o ponto central da hist&oacute;ria humana e para Ele convergem todos os caminhos humanos (cf. Paulo VI, 22/12/1971, Id, 249). Pela Sua encarna&ccedil;&atilde;o, &ldquo;o Filho de Deus uniu-se de certo modo a cada homem. Trabalhou com m&atilde;os humanas, pensou com uma intelig&ecirc;ncia humana, agiu com uma vontade humana, amou com um cora&ccedil;&atilde;o humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de n&oacute;s, exceto no pecado&rdquo; (GS22). Entrou como homem perfeito na hist&oacute;ria do mundo, assumindo-a e recapitulando-a (GS38). Tornou-Se o centro e o fim de todos &ldquo;os desejos da hist&oacute;ria e da civiliza&ccedil;&atilde;o, o centro do g&eacute;nero humano, a alegria de todos os cora&ccedil;&otilde;es e a plenitude de todas as aspira&ccedil;&otilde;es&rdquo; (GS45). &Eacute; &ldquo;o alfa e o &oacute;mega, o primeiro e o &uacute;ltimo, o come&ccedil;o e o fim&rdquo; (Ap 22, 12-13).</p>
<p>O Seu Nascimento constitui &ldquo;a festa da comunh&atilde;o universal da terra e do C&eacute;u, de Deus e do homem, e, por isso mesmo, dos homens entre si, e, no homem, de toda a cria&ccedil;&atilde;o de que o homem foi constitu&iacute;do rei e senhor&rdquo; (Gen 1, 26. 28) Id. 102).</p>
<p>Nasceu para n&oacute;s, entregou-Se por n&oacute;s: E &ldquo;Com todo o poder que adquiriu no c&eacute;u e na terra, antes de subir ao c&eacute;u fundou a Sua Igreja como sacramento da salva&ccedil;&atilde;o e enviou os seus Amigos a todo o mundo tal como Ele tinha sido enviado pelo Pai&rdquo;: &ldquo;Ide, pois, fazei disc&iacute;pulos de todas as na&ccedil;&otilde;es, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Esp&iacute;rito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos prescrevi&rdquo; (Mt 28, 15-20). (AG5).</p>
<p>E eles l&aacute; foram, de terra em terra, anunciando a Palavra de Deus encarnada, Jesus Cristo, o Senhor. Passados dois mil anos, eis que estamos tamb&eacute;m n&oacute;s, aqui, a testemunhar a nossa f&eacute; em Jesus, Palavra do Pai, que encarnou, nasceu, cresceu em sabedoria e gra&ccedil;a, e, oferecendo-Se na Cruz, nos revelou o grande amor de Deus por n&oacute;s.</p>
<p>Nesta mesma din&acirc;mica de quem acredita e se sente enviado pelo Senhor Jesus, as fam&iacute;lias re&uacute;nem-se nesta quadra para festejar este grande e &uacute;nico acontecimento, o Natal de Jesus. Cada fam&iacute;lia crist&atilde;, em verdadeiro ambiente eclesial, rev&ecirc;-se e recorda, festeja e convive, contempla e louva, agradece e reafirma-se na comunh&atilde;o, quem est&aacute; longe torna-se unido e pr&oacute;ximo. Com gestos simples mas significativos, confirmam na f&eacute; os mais novos e transmitem-lhes os valores da fraternidade, do solidariedade e da partilha. E todos juntos, cada fam&iacute;lia unida na mesma f&eacute; e na mesma alegria, todos imploram e esperam confiadamente as melhores b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os do Menino Deus, n&atilde;o s&oacute; para si pr&oacute;prias, mas tamb&eacute;m para todas as pessoas de boa vontade e, de uma forma mais sentida, para todos quantos sofrem ou passam por situa&ccedil;&otilde;es menos boas ou m&aacute;s.</p>
<p>Para combater a indiferen&ccedil;a da sociedade perante realidades t&atilde;o dram&aacute;ticas e atuais, a Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre promoveu uma campanha para que fossem iluminados de vermelho &ndash; a cor do sangue &ndash; alguns dos monumentos mais significativos das grandes cidades do mundo. Assim, no passado dia 28 de novembro, o Mosteiro dos Jer&oacute;nimos, em Lisboa, a Torre dos Cl&eacute;rigos, no Porto, o Monumento de Cristo Rei, em Almada, e a Bas&iacute;lica dos Congregados, em Braga, iluminaram-se de vermelho &ldquo;para lembrar aos portugueses e ao mundo o drama da persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os&rdquo;. Muitos crist&atilde;os permanecemos indiferentes para com o sofrimento de tantos irm&atilde;os nossos. Parece que precisamos de um tratamento de choque para ver se acordamos desta esp&eacute;cie de vida crist&atilde; aburguesada e autorreferencial, sem o sentido da solidariedade e da fraternidade universal. Al&eacute;m de Portugal, pa&iacute;ses como o Reiuno Unido, a Austr&aacute;lia, a Irlanda, os Estados Unidos, o Canad&aacute;, a Fran&ccedil;a a It&aacute;lia e a Espanha, juntaram-se de imediato &agrave; iniciativa. No Relat&oacute;rio sobre a Liberdade Religiosa que h&aacute; dias foi apresentado em Lisboa e nas principais capitais europeias, estima-se que mais de 300 milh&otilde;es de crist&atilde;os vivem em pa&iacute;ses onde h&aacute; persegui&ccedil;&atilde;o religiosa. Ora, a liberdade religiosa &eacute; &ldquo;o bar&oacute;metro principal dos direitos humanos&rdquo;. Quando &ldquo;o direito &agrave; liberdade religiosa &eacute; violado, dificilmente os outros direitos fundamentais do ser humano n&atilde;o s&atilde;o tamb&eacute;m violentados&rdquo;.</p>
<p>Cristo Jesus, o Menino que nos fala do Pres&eacute;pio, que veio para o que era Seu, continua a n&atilde;o ser reconhecido por muitos dos Seus. Continua a sentir as portas fechadas, continua a ser perseguido, vilipendiado, vendido e morto.</p>
<p>H&aacute; milh&otilde;es de pessoas privadas da liberdade e obrigadas a viver em condi&ccedil;&otilde;es humilhantes. H&aacute; tr&aacute;fico e comercializa&ccedil;&atilde;o de menores e adultos para remo&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os, para serem recrutados como soldados, para servirem de pedintes, para atividades ilegais como a produ&ccedil;&atilde;o ou venda de drogas, ou para formas disfar&ccedil;adas de ado&ccedil;&atilde;o internacional. H&aacute; gente a quem n&atilde;o se deixa nascer e outra raptada e mantida em cativeiro por grupos terroristas, servindo-se dessas pessoas como combatentes ou como escravos de v&aacute;ria ordem. Alguma dessa gente &eacute; vendida v&aacute;rias vezes, torturada, mutilada ou morta. H&aacute; migrantes e refugiados que, ao longo do seu trajeto dram&aacute;tico, padecem a fome, s&atilde;o privados da liberdade, despojados dos seus bens ou abusados, maltratados. Outros h&aacute; que chegam ao destino depois duma viagem dur&iacute;ssima e dominada pelo medo e pela inseguran&ccedil;a, e acabam por ser escondidos ou detidos em condi&ccedil;&otilde;es &agrave;s vezes desumanas, vivendo e trabalhando em condi&ccedil;&otilde;es indignas, privados da liberdade, sem qualquer documenta&ccedil;&atilde;o, tratados como meio e n&atilde;o como fim, negando-lhes os direitos fundamentais, institucionalizando as desigualdades, tornando essas pessoas v&iacute;timas da mis&eacute;ria e da corrup&ccedil;&atilde;o de tantos que querem enriquecer &agrave; custa do sangue de outros. Portugal, pelas not&iacute;cias que nos v&atilde;o chegando, n&atilde;o est&aacute; imune a estas injusti&ccedil;as, nomeadamente ao tr&aacute;fico de pessoas, &agrave; escravatura e explora&ccedil;&atilde;o humana.</p>
<p>Diante do pres&eacute;pio, mesmo que silenciosamente, poderemos continuar a enumerar situa&ccedil;&otilde;es de injusti&ccedil;a, para, de forma mais forte, deixarmos fazer eco dentro de n&oacute;s das palavras de Jesus: Assim como Meu Pai Me amou, Eu tamb&eacute;m vos amei. Se obedecerdes aos Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor. Digo-vos isto para que a Minha alegria esteja em v&oacute;s e a vossa alegria seja completa. N&atilde;o vos chama servos, chamo-vos amigos e v&oacute;s sereis Meus amigos se vos amardes uns aos outros como Eu vos amei (cf. Jo 15, 12-16).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class='kyrios_post_author' style="font-size: 10px;text-align: right">D. Antonino Dias, Bispo diocesano</p>
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