
No passado domingo, 24 de Janeiro, a Igreja de Vila de Rei, encheu-se para um grande acontecimento. A conclusão da visita pastoral do D. Antonino àquela paróquia teve lugar numa celebração eucarística repleta de motivos de alegria. A nível local foram confirmados na fé os jovens que se vinham a preparar, foi baptizada uma criança e fez-se festa por o pastor da Diocese estar presente junto daquela porção de Povo de Deus.
Depois de uma maratona que incluiu a visita a todos, mais de sessenta lugares daquela
freguesia, a visita a todos os centros de culto, aos lares de idosos e instituições civis, D. Antonino expressou a sua alegria pelo acolhimento quer por parte da população quer por parte do Pároco, Pe. Manuel Lopes Nunes, manifestou a sua satisfação por todos os que colaboram na pastoral, aos mais diversos níveis, e apelou a que outros se juntem, “mais vale muitos a fazer pouquinho, que poucos a fazer tudo”, afirmou.
Mas a celebração teve uma dimensão diocesana, foram instituídos no ministério laical dos acólitos, o Gilberto Fernandes e o Nuno Silva, os dois seminaristas mais velhos da nossa diocese um a frequentar o sexto e último ano e o outro a frequentar o quinto, respectivamente. Por este motivo foram muitos os sacerdotes que se quiseram associar a esta celebração, na grande maioria do presbitério diocesano que respondeu afirmativamente ao convite feito pelo Cón. Emanuel, Vigário Episcopal para o Clero Vocações e Ministérios e director espiritual no Seminário Maior da Sagrada Família, em Coimbra que dizia “a presença do Presbitério, rezando, dando graças a Deus, suplicando, comungando, confirma-os no caminho. Para nós, Padres, a presença é importante porque nos dá a perceber que a frescura do chamamento de Deus, quando experimentada, não conhece barreiras nem se deixa calar. Eles não estão apenas a seguir a nós no caminho, não são apenas alguém que vem depois de nós. Eles estão no caminho connosco”. Também das equipas formadoras do seminário de Coimbra e de Leiria que acompanharam o Gil e o Nuno ao longo dos últimos anos estiveram presentes, alargando a âmbito da festa ainda para além das já de si largas fronteiras da Diocese.
Antes da despedida D. Antonino agradeceu a estes dois seminários pelo que fizeram pelos nossos seminaristas e, por eles, pela diocese. Para além dos presbíteros, os seminaristas das outras dioceses que frequentam estes seminários, Cabo Verde, Coimbra, Aveiro e Leiria, também estiveram presentes, bem como o Miguel e o Pedro, os dois seminaristas da nossa diocese mais novos que frequentam o ano propedêutico no seminário do patriarcado, onde se realiza a formação daqueles que caminham para o sacerdócio, a partir deste ano.
Os Ministérios Laicais, não sendo nunca meros “degraus” nem podendo ser assim entendidos, que os Seminaristas recebem a caminho do Sacerdócio são passos expressivos do chamamento de Deus, da entrega pessoal e da vida em Igreja, Comunidade de serviço a Deus e ao Mundo. Neste caso concreto, o Ministério aproxima-os do Altar e da Eucaristia.
Não há melhor escola para aprender os caminhos de Deus do que a proximidade à Eucaristia, memorial da entrega amorosa de Jesus.
No fim da celebração, foi tempo de cumprir o desafio feito por Esdras na primeira leitura da Liturgia da Palavra do Domingo, no livro de Neemias: “Ide para a vossa casa, comei e bebei, partilhai com os que não têm nada preparado que este é um dia consagrado ao Senhor!” Assim se fez, muitos na estalagem D. Dinis, outros em suas casas foi tempo de confraternizar ao redor da refeição e continuar a alegria que nasce da certeza de Cristo Ressuscitado presente na comunidade reunida, na palavra proclamada e no Pão e no Vinho transformados no Seu Corpo e Sangue.