
As cooperadoras da família e o Movimento para um Lar Cristão (MLC), no passado domingo, realizaram a festa da família na Igreja de São Lourenço. Na Eucaristia Dominical daquela comunidade, em que a animação foi enriquecida com a presença das crianças da instituição ligada a este Instituto de Vida Secular, a Casa de Santa Zita.
Este instituto foi fundado por Monsenhor Joaquim Alves Brás, Apóstolo da Juventude trabalhadora e particularmente sensível aos mais pobres e marginalizados, fundou a Obra de Santa Zita em 1932 e o Jornal «Voz das Criadas», hoje «Bem-Fazer». Apóstolo da Família, que vê como causa e solução dos dramas humanos e sociais, fundou o Instituto Secular das Cooperadoras da Família em 1933 e em 1962 o Movimento por um Lar Cristão e o Jornal da Família.
Este instituto, presente há várias décadas na nossa cidade, tem como principal carisma ser nos ambientes em que cada cooperadora vive e actua, mediante a vivência dos conselhos evangélicos, e à semelhança da Sagrada Família de Nazaré, o reflexo de Deus, revelado como um Deus Trino, um Deus relacional, um Deus comunhão, um Deus família. Lema: «Mãos no trabalho coração em Deus», significa a unidade que as Cooperadoras da Família querem estabelecer entre a contemplação e a acção, de modo a transformar todas as coisas, pelo influxo do Espírito Santo, para as consagrar e oferecer, por Cristo, ao Pai.
À homilia, e a partir dos textos que a liturgia nos propunha, D. Antonino que presidiu à celebração, realçou a importância da família com célula base da sociedade. “A Família é património da humanidade, a mais pequenina e mais antiga de todas as comunidades humanas. Muito antes que todas as clãs, tribos, patriarcados, municípios, províncias, nações, já a família existia. Ela é a mais universal, humana e natural das comunidades. A mais estável: todas vão passando, ela perdura”, afirmou.
Realçou ainda que “o matrimónio não é uma união qualquer entre pessoas humanas. Foi fundado pelo Criador, com uma sua natureza, propriedades essenciais e finalidades. Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimónio entre duas pessoas de sexo diferente”.
Durante a celebração, o momento alto foi o ofertório solenizado em que diversas crianças trouxeram símbolos relacionados com a família enquanto um texto explicativo dos sinais ia sendo lido por um adolescente no ambão.
Depois da Eucaristia, foi tempo de confraternizar em torno da mesa da refeição que aconteceu na sala polivalente das recém-recuperadas instalações da Casa de Santa Zita. Foi ainda ocasião para que alguns se detivessem a contemplar os resultados das obras de remodelação que a casa sofreu.
No Almoço, para além do casal Bonacho, responsável do MLC na Diocese, estive o Casal Moniz, responsável nacional, muitos amigos do movimento do instituto e da casa e muitas famílias que, desde há algum tempo a esta parte, recebem em casa, de forma sistemática a “Sagrada Família” por mão das crianças que levam à noite e trazem de manhã.
Depois de almoço houve oportunidade para desfrutar de uma apresentação preparada pelas crianças prepararam para o efeito que muito agradou aos presentes.